“Entre morrer de fome e morrer de doença, prefiro morrer de doença com a barriga cheia”

Braço do Norte é considerado pelo Governo do Estado de Santa Catarina o epicentro do Covid-19 no sul do Estado. Proporcionalmente, pelo número de habitantes e casos confirmados, o município concentra o maior índice, com 9 casos. A forma mais eficaz de se combater a pandemia é o isolamento das pessoas, evitando assim a circulação do vírus. Medidas como o fechamento do comércio e diminuição do ritmo das indústrias, foram adotadas para evitar que mais pacientes procurem o hospital. Atualmente dois moradores de Braço do Norte estão na UTI do Hospital Nossa Senhora da Conceição. Os demais casos estão sendo tratados com isolamento residencial.

Duas correntes iniciaram após a manifestação de Jair Bolsonaro, na última terça-feira à noite em cadeia de rádio e teve. O presidente solicitou o retorno imediato das rotinas de trabalho e estudo, indo na contramão do que foi solicitado por governadores e prefeitos de diversos Estados e municípios.

Em Braço do Norte, o prefeito Beto Marcelino solicitou nesta sexta-feira pela manhã que seja respeitada a quarentena e que, a partir do dia 1 de abril, se retorne, aos poucos, ao ritmo de trabalho nas lojas e estabelecimentos que já podem reabrir. Respeitando sempre as exigências de cuidados para não proliferar o contágio.

Mas, nem todos pensam como o prefeito Beto. Em redes sociais o que mais se observa são manifestações de pessoas que acham exageradas as atitudes tomadas pelos governantes.

O ex-prefeito de Braço do Norte, Ademir Matos (MDB), cerca de duas horas depois do pronunciamento de Beto, compartilhou nas redes sociais uma matéria com a declaração polêmica do prefeito de Sapezal, Valcir Casagrande (PSC). Ele afirma que “entre morrer de fome e morrer de doença, prefere morrer de doença com a barriga cheia”, fazendo referência à pandemia da Covid-19 e se posicionando contra o decreto de isolamento social que proíbe o funcionamento de serviços não essenciais em todo o Estado de Mato Grosso.


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