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Entre as melhores do mundo

Nos anos seguintes, sua carreira seguiu em evolução. Em 2014, Participou do Mundial da Língua Portuguesa em Angola, onde sagrou-se campeã no Arremesso de Peso. Não houve competição do Lançamento de Disco. Em 2015, o Mundial de Atletismo Sub-18, onde ficou em 30º lugar. Em 2016, veio outra grande mudança. Ainda treinando em São Ludgero, recebeu convite para se mudar para São Paulo. Após conversar com o então treinador Vitus Becker, aceitou o convite e passou a ser tutorada por um novo treinador: João Paulo. Também começou a dedicar sua preparação exclusivamente ao disco.
Em 2018, competiu em seu terceiro mundial, desta vez na Finlândia. “Foi o Campeonato Mundial de Atletismo Sub-20. Lá o resultado foi ótimo, fiquei na 9ª colocação. A sensação nessa competição foi incrível, estar entre as 10 melhores do mundo é algo surreal”, comemora Valquíria, que também tem participado dos Jasc (Jogos Abertos de Santa Catarina), tendo vencido por dois anos consecutivos.
Agora, de volta a Braço do Norte, dedica-se à sua rotina de treinamentos diários até que possa voltar a competir em alto nível, momento que aguarda com ansiedade e esperança em alcançar grandes marcas. “O atletismo é considerado base para os outros esportes. A minha prova, o Lançamento de Disco, não é muito conhecido atualmente, mas é uma prova linda, que envolve força, velocidade e técnica. Ser lançadora de discos é o meu trabalho, isso me trouxe experiências, viagens e amigos. Minha melhor marca é 52,31 metros, e continuo em busca de melhorar essa marca e chegar perto dos 70 metros. Ainda tenho muito trabalho pela frente, mas tenho como objeto chegar aos Jogos Olímpicos. Sempre acreditei no trabalho duro, e assim vou chegar lá”.

Um prêmio simbólico

A primeira medalha tem um valor mais simbólico. Mas a jovem atleta a considera tão importante quanto as demais. “Foi ainda em 2011, na primeira competição oficial que participei. Não cheguei nem perto das demais atletas. Porém, meu então treinador, Vitus Becker, quando já estávamos indo embora, sentou do meu lado e me deu uma medalha que tinha sobrado do campeonato e disse que aquela seria minha primeira de muitas. Esse momento marcou muito”, diz.
Em 2012, passou a treinar todos os dias. Os treinos eram em São Ludgero e Valquíria precisou muito do apoio dos pais e de professores. Ainda lembra que contava com algumas caronas para poder estudar pela manhã e treinar à tarde. Na volta, seu pai sempre ia buscá-la no Centro de Braço do Norte para voltar ao Rio Amélia. Praticava tanto Arremesso de Peso quanto o Lançamento de Disco.
A resultados positivos começaram a vir em 2013. Ela se destacou nos Jogos Escolares daquele ano, ganhando nas duas provas, Lançamento de Disco e Arremesso de Peso, em nível estadual e também nacional. Conquistou, assim, a vaga no seu primeiro campeonato internacional, os Jogos Sul-americanos Escolares na Argentina, aqueles que foram o ponto de virada na vida da atleta. “No mesmo ano, representei Braço do Norte no Campeonato Mirim Brasileiro de Atletismo e fiquei em segundo lugar. Cheguei nessa competição sem ninguém me conhecer e tive um destaque imenso. A partir daí comecei a ser vista nacionalmente na minha modalidade”, destaca.

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Folha do Vale