Endividados

Existem hoje no Brasil 63 milhões de habitantes com contas atrasadas. É um número significativo. Segundo o professor do Insper, Ricardo Rocha, isso equivale ao tamanho de um país. Ou seja, o país de inadimplentes brasileiros seria maior do que quase todos os países da América Latina. O especialista utiliza as informações para abordar a troca de foco da educação financeira no Brasil. Na opinião de Rocha, é preciso olhar com atenção para todos os indivíduos, sobretudo os de mais baixa renda. O crédito é fundamental na gestão das finanças pessoais e, de maneira correta, ajuda as famílias a construírem patrimônio. Então, é preciso gastar um pouco mais de tempo ensinando as pessoas a refletirem sobre o crédito, e não só sobre investimentos. A gente bate muito em cima de investimentos quando se tem uma população de 63 milhões de negativados. Não há sentido, afirma. Rocha acredita que, dentro dos 63 milhões de endividados, há pessoas que têm condições para se organizar e sair do negativo. Acho que o brasileiro se incluiu na questão do consumo via crédito, mas não foi educado para se planejar. É preciso ensinar que desejo e necessidade não são a mesma coisa, diz.

Economia

Os últimos acontecimentos no cenário da economia do Brasil, ainda não estão aparecendo nos indicadores. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), mostrou que a economia brasileira tombou 0,13% no segundo trimestre do ano. Se o dado se confirmar, significa dizer que o país voltou para a recessão técnica, que ocorre quando há dois resultados trimestrais negativos seguidos no PIB. O indicador foi divulgado pelo Banco Central. A taxa foi calculada com ajuste sazonal, que é uma espécie de “compensação” para comparar períodos diferentes de um ano. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que a atividade econômica recuou 0,2% nos três primeiros meses deste ano, em comparação com o quatro trimestre de 2018. O Instituto vai divulgar no fim deste mês o resultado para o segundo semestre de 2019. Analistas se mostraram frustrados com os indicadores da economia, principalmente da indústria, que tombou 1,6% no primeiro semestre do ano.

Radar móvel

Durante uma participação na inauguração de obras de duplicação da rodovia BR-116 em Pelotas, no Rio Grande do Sul, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que o Brasil não terá mais radares móveis a partir da semana que vem. No entanto, não deu mais detalhes de como isso será feito. Estou com uma briga juntamente com o Tarcísio Freitas, ministro da Infraestrutura, na Justiça, para acabarmos com os pardais no Brasil. Essa máfia de multas, que vai para o bolso de alguns poucos nessa nação. É uma roubalheira, essa é a verdadeira indústria da multa que existe no Brasil. Anuncio para vocês que, a partir da semana que vem, não teremos mais radares móveis no Brasil. Essa covardia de ficar num descidão, no final de um retão alguém atrás de uma árvore para multar vocês não existirá mais, concluiu. Em junho, Bolsonaro entregou ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), um projeto de lei que visa alterar a CNH. Entre as principais mudanças estão o prolongamento da validade da CNH, de 5 para 10 anos para motoristas adultos e de 2 anos e meio para 5 anos para motoristas idosos. Além do aumento do limite de pontos para cassação da carteira, que dobrará de 20 para 40 pontos.


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