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Edição 19/10/2018

O problema

Sem espaço para expandir o atendimento necessário para os pacientes do Vale, a diretoria do Hospital Santa Teresinha busca, desde maio deste ano, recursos para ampliar a unidade atual. O projeto da nova construção, que pretende ser levantada ao lado do atual prédio do hospital, contará com aproximadamente 3,5 mil metros quadrados e está dividido em três andares. Para sua realização são necessários R$ 7 milhões. No primeiro piso deve funcionar um Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI), que suportará todos os novos equipamentos adquiridos através da emenda parlamentar já liberada do deputado Jorge Boeira, de R$5 milhões, ainda no primeiro andar, uma recepção e consultórios médicos para as especialidades oferecidas pelo hospital. No segundo piso, será localizada a UTI com seus 13 leitos e a Agência Transfusional. Além de um espaço reservado para uma possível ampliação da UTI ou para instalação de uma UTI Neo Natal.

 

A solução

A busca de recursos para a nova construção levou a diretoria do Hospital Santa Teresinha à Brasília, porém, pelo ano eleitoral e com a mudança de governo, dificilmente alguma verba seja liberada nos próximos meses. Então, o que fazer? Sem previsão para o retorno, muito menos a conclusão do Hospital Regional, no Rio Bonito, que mesmo com recursos, levaria mais de 10 anos para ser concluído. Carecendo de uma UTI e sem espaço no antigo prédio, que tem mais de 90 anos, uma luz aparece no final do túnel.

 

A geração

Os olhos se voltam para a Cerbranorte. Os números não são exatos, mas, pelo que se sabe até o momento, a Cerbranorte Geradora tem em seu caixa R$ 4,5 milhões guardados. É a parte do lucro obtido com a venda de energia nos últimos meses que pertence ao associado. Este valor deve chegar a cerca de R$ 6 milhões até março, mês em que a Cerbranorte realiza a sua assembleia e decide que destino dar a este dinheiro. Nenhum real pode ter outro fim que o estabelecido por assembleia, o pagamento do salário da diretoria e o de manutenção da estrutura. Pelo estatuto aprovado na constituição da Geradora, ficou estabelecido ainda que, o lucro obtido com a geradora serviria para o pagamento do equivalente a uma fatura de cada associado, o que daria hoje, cerca de R$ 5 milhões.

 

Conta simples

A Cerbranorte Geradora terá em caixa até março de 2019 cerca de R$ 6 milhões. A construção do novo anexo do hospital custará R$ 7 milhões. Se o associado abrisse mão desta fatura, reformulando o estatuto, Braço do Norte poderia ter em poucos meses sua tão aguardada UTI e seu moderno Centro de Diagnóstico por Imagens.

 

Interesse

Para que isso ocorra, dependerá, ainda, do interesse da diretoria do Hospital Santa Teresinha em mostrar que a ideia é viável. Tem que contar com a vontade política da diretoria da Cerbranorte e, principalmente, o respaldo da maioria dos associados da cooperativa. Até o momento, o presidente da Cerbranorte, Antônio da Silva, tem se mostrado preocupado com a questão da saúde. Mensalmente, a geradora repassa ao Hospital Santa Teresinha R$ 100 mil e outros R$ 30 mil à Fundação Hospitalar Rural de Rio Fortuna. A diretoria não deve se opor a esta ideia, que irá colocar em prática o verdadeiro espírito cooperativista, que é o de todos se unirem para viabilizar um sonho. Este ano o hospital, quem sabe, no próximo, terá um centro de múltiplo uso, um lar para idosos…

 

Pensamento do Bambi

Uma coisa é certa. Se não é verdade é mentira!

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Folha do Vale