Economia Brasileira: Retomada, somente no segundo semestre

Coluna escrita pelo aniversariante da semana, Antenor Turazi

O período de retomada econômica, que vai suceder a atual crise do novo coronavírus, só deve começar em julho ou agosto. A previsão é do secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, que, por conta disso, disse que o fundamental agora é manter os empregos e as empresas brasileiras respirando até junho. Em live realizada com o mercado financeiro, Sachsida explicou que a economia brasileira ainda está no primeiro período dessa crise, o período do choque de oferta e demanda. O segundo período, que corresponde à recessão em si, deve ocorrer em maio e julho. E o terceiro, de retomada, em julho ou agosto, segundo os cálculos da Secretaria de Política Econômica (SPE). Ocorreu um choque na economia no período T. O período T+1 é um período de recessão, não tem jeito, infelizmente. E o T 2 é a retomada da economia. Então, nosso objetivo de política econômica é manter a estrutura econômica no T 1. Manter as empresas e os empregos funcionando em abril, maio e junho é o grande desafio a economia brasileira, afirmou Sachsida, explicando que é preciso manter a estrutura produtiva operando nesse período de choque e recessão para poder chegar ao “período T 2” em condições de recuperação.

Adolfo Sachsida

PIB DE 2020

O mercado financeiro voltou a revisar as projeções de crescimento da economia brasileira. De acordo com o Boletim Focus desta semana, os analistas esperam que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil caia quase 2% neste ano em virtude da pandemia do novo coronavírus. Mas já vislumbram uma recuperação de 2,7% em 2021. Divulgado nesta semana pelo Banco Central, o Boletim Focus mostra que as instituições financeiras reduziram de -1,18% para -1,96% a projeção para o PIB do Brasil em 2020. A queda se explica pelos impactos do coronavírus na atividade econômica: o Focus já calcula, por exemplo, que a produção industrial brasileira vai cair 1,42% neste ano por conta desse momento de desaceleração econômica. Esta foi a nona queda consecutiva da perspectiva do mercado financeiro para o PIB do Brasil em 2020. Ainda assim, a projeção parece otimista. Relatório divulgado pelo Banco Mundial explica que o coronavírus pode provocar um tombo de até 5% da economia brasileira neste ano.

AUXÍLIO EMERGENCIAL – Muita gente ainda não recebeu o benefício emergencial de R$ 600 que promete ajudar os trabalhadores informais durante a crise do novo coronavírus e, por isso, segue lotando as agências da Caixa e da Receita Federal para tentar entender o que houve com o pagamento. O governo admitiu que os mais de 35,5 milhões de brasileiros que se cadastraram no aplicativo e no site da Caixa precisarão de um pouco mais de paciência, pois terão acesso ao dinheiro a partir de sexta-feira. Até lá, será beneficiado quem estava no CadÚnico e no Bolsa Família antes da pandemia de Covid-19. Coube ao ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, explicar o que aconteceu com o pagamento dos R$ 600. Durante coletiva realizada no Palácio do Planalto, alegou que a checagem dos dados apresentados pelos informais no aplicativo do benefício emergencial acabou durando mais tempo que o esperado. “São milhões de batimentos para cada grupo de trabalhadores”, afirmou, lembrando que o governo precisa conferir o cadastro de cada trabalhador para ter certeza de que, de fato, há direito ao benefício e, assim, encaminhar a ficha de pagamento para a Caixa Econômica Federal.


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