segunda-feira, janeiro 18Diário online de Braço do Norte

É o destino?

Coluna de Robson Kindermann

Destino! Há quem acredite. Tudo aquilo que ocorre na sua vida não poderia ter sido de outra forma. É um pensamento de conforto, eu sei. Mas, também nos ensina aceitar o que está em nosso caminho. É valorizar tudo aquilo que está na nossa jornada. Acredito que nada acontece ao acaso. Sofrimento faz parte dessa vida também, pois vivemos uma experiência humana e quanto mais rico for essa vida, quanto mais nos desafiar, melhor será.
Eu entendo, nesse momento, que muitas pessoas não estão onde gostariam de estar, vivendo histórias que não queríamos ou sonhamos, mas é preciso aprender a fazer castelos com a areia do mar. A vida acontece para gente. Decidimos ou escolhemos estar aqui.
Somos limitados, fracos e impossibilitados. Mas, ao mesmo tempo aprendemos a aceitar, confiar e deixar ir. A vida dita muitas regras, e a gente tem que se adaptar. A gente tem que se adaptar à comida fria, à batida do pé na quina do sofá, ao pão envelhecido, à panela de arroz que queimou. Se adequar porque queríamos mais, mas não é possível. A gente tem que se adequar a tudo aquilo que não planejava, mas que o destino planejou para gente. Ao marido que ficou chato, a esposa que não para de gastar com roupas, com o filho que dá tra-balho na escola, com a filha que responde para a professora. Levantamos muros da nossa personalidade ao invés de pontes.
Porém, a vida traz também muitas novidades, presentes merecidos, alegrias que não imaginávamos. Um filho que arrumou um bom emprego, uma filha que melhorou as notas na escola, as vendas da empresa da família dobraram. Tudo o que é posto em nosso destino nos pertence, e devemos ser gratos por isso, entendendo que a felicidade é a soma de muitos instantes felizes e temos que estar prontos para sentir e valorizar. Agradecer ao filho que dorme tranquilamente, à saúde de todos na família, o pôr do sol, taça de vinho seco, valorizar as amizades, abraço, saudade das fotos que temos em casa, agradecer a vida e a família, devemos estar prontos para amar de novo, e de novo. O que quer que aconteça é a única coisa que poderia ter acontecido.
Nem sempre é fácil perceber que tudo tem seu fim. Vivemos de esperanças, mas algo vai acabar sem que a gente concorde. E é importante chorar o fim. Mas, aproveitar o meio. Fazer valer a pena cada minuto. Aproveite, arrisque-se e ouse. Temos que ser gratos por nem sempre alcançar aquilo que de¬sejamos. Gratos pelos defeitos. Ou seja, ninguém consegue ocupar por muito tempo um lugar que não é seu. Por isso, dê valor a sua família, plante semente de otimismo e gratidão pela vida que tens. Ame sua vida, sua história e seja gentil com as despedidas. Lembre-se que a vida mostra os ingredientes, mas quem coloca sabor na comida e faz a receita ficar saborosa somos nós.

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Folha do Vale