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DESAFIOS 2021

Coluna de Antenor Turazi

Segundo o Ministro da Economia, Paulo Guedes, o grande desafio à frente é transformar essa recuperação cíclica em uma retomada do crescimento sustentável. Ou seja, transformar essa onda de consumo que tirou o Brasil do fundo do poço através de ferramentas monetárias e fiscais que utilizamos esse ano para uma onda de investimentos. A fala do ministro confirma algo que tanto o Governo Federal, quanto os estaduais e municipais esperam para o próximo ano: a continuidade das PPPs (Parcerias Público Privadas) e a retomada dos investimentos privados no Brasil. Conforme já citamos aqui, os editais para a instituição de parcerias entre governos e o setor privado estão cada vez mais elaborados para garantir segurança jurídica e retorno ao investidor. Instituições como o Banco Mundial (World Bank), BID (Banco Interamericano do Desenvolvimento) e o próprio Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) entenderam a demanda para a elaboração de projetos competentes que atraiam o investidor internacional e disponibilizaram linhas de crédito e suas equipes para a elaboração dos projetos. Agora os projetos não focam apenas grandes obras, sob gestão federal ou estadual, e passam a abranger desde iluminação pública, segurança, transporte, saneamento, parques e áreas de proteção ambiental, educação e saúde, nas esferas estaduais e municipais.

MERCADO IMOBILIÁRIO

Analisando o mercado imobiliário, é possível observar que as novas tendências de moradia e trabalho já iniciaram esse movimento de recuperação. Ainda durante o ano passado, alguns setores mantiveram um crescimento, mesmo que discreto. Alguns seguimentos tiveram até impacto positivo durante esse período, como as habitações mais populares, por exemplo. Acreditamos que em 2021, após o hiato causado pela pandemia, voltaremos aquela curva de crescimento aguardada para 2020. A pandemia trouxe outro ponto de vista sobre os imóveis, os novos empreendimentos devem contemplar as novas necessidades dos consumidores, principalmente no que se refere ao espaço interno das residências e na disponibilidade de áreas para uso em comum dos empreendimentos verticais.

VAREJO

O varejo também demonstrou crescimento mesmo durante a pandemia, impulsionado, principalmente, pelas vendas online, pelo início da flexibilização e pela demanda interna e crescente do período. As vendas nos shopping centers, que foram muito impactados pela pandemia, também começam a se recuperar. O faturamento ainda está abaixo do período pré-pandemia, mas a queda das vendas, que chegou a 90% em março, ficou em 26,5% em setembro. De acordo com a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), 6 mil lojas, das 11 mil que encerraram atividades entre abril e agosto, já foram reocupadas.

TURISMO

Enquanto os números mostram o favorecimento de alguns setores, outros deverão levar mais tempo para a recuperação. O setor turístico, principalmente de longa distância, deverá levar tempo até iniciar a retomada, uma vez que a pandemia não afeta apenas o Brasil. Mesmo as viagens dentro do País, de longa distância, não deverão voltar nos próximos meses. Nesse período o foco deve ser o turismo regional, cidades mais próximas das residências das pessoas onde é possível descansar e buscar novos ares durante o confinamento.

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Folha do Vale