sexta-feira, janeiro 22Diário online de Braço do Norte

Cuidar da mente nunca foi tão importante

Para diversas pessoas, trabalhar em casa ou simplesmente ter mais tempo para ficar em sua residência – e desfrutar das comodidades que o seu esforço pôde adquirir – sempre foi uma espécie de ‘meta’. Em março deste ano, tudo mudou. Ficar em casa não era mais uma ‘meta’, mas uma necessidade imposta por um inimigo invisível. E aquele sonho colorido de ter mais tempo começou a perder o brilho. Não poderia ser diferente. Somos seres sociáveis e ficar em casa passou ser exaustivo, chato, cinza, fosco, angustiante. A pandemia tornou o futuro incerto e solitário. Quando isso vai acabar? Vai acabar? E meu emprego? E a escola dos meus filhos? E o meu negócio? Como vou pagar os funcionários? Como vou colocar comida na mesa?
Se você respondeu sim para algumas (ou todas) estas perguntas, acredite: você não está só. As medidas de distanciamento e isolamento social, embora necessárias, trouxeram um impacto negativo para a saúde mental e física de muitas pessoas.
A mudança na rotina e a redução do contato físico e social causam estresse, ansiedade, depressão, raiva, sobrecarga emocional, sono de má qualidade e até piora da saúde física.
“Nós, humanos, somos seres sociáveis e, quando não temos isso, alguns sofrimentos são gerados. Os impactos maiores são em relação ao emocional. Sentimentos de ansiedade, tristeza e depressão estão cada vez mais comuns nestes últimos meses”, enumera o psicólogo Deivid Correa, de Braço do Norte.
Para ele, a primeira coisa que precisamos entender para transpor este momento adverso é que o distanciamento e o isolamento social trouxeram um aprendizado importante.
“Assim como a peste negra trouxe o aprendizado da higienização, por exemplo, o coronavírus está nos fazendo aprender que estamos entrando em uma era de novos hábitos, onde o distanciamento vai ficar mais comum, pois é a arma que temos no momento. A primeira forma de lidar com isso é aceitar que esta é uma condição que não podemos mudar”, ensina o psicólogo.
E o que devemos fazer com aquilo que não podemos mudar? A resposta é simples: nos adaptarmos! Não podemos visitar os amigos e parentes queridos, mas podemos ligar ou utilizar a internet para vê-los.
“Se você sente saudades de alguém, telefone, faça uma videochamada. Não espere. Reúna os amigos pela internet e divirtam-se juntos. Isso ajuda muito neste processo de aceitar a nova condição que estamos vivendo”, sugere Deivid.

Atente para os sinais de alerta

Esta é uma época onde é vital olhar mais para si mesmo. Baixa motivação para atividades, irritabilidade e dificuldade em dialogar são alguns sinais de que algo pode não ir bem e servem de alerta.
Conforme o psicólogo Deivid Correa, existem alguns sintomas físicos que podem aparecer quando as coisas não andam muito bem no espectro emocional: dores de cabeça e no peito, mau funcionamento do intestino, muito ou pouco sono são alguns deles.
No campo dos sentimentos, muitas pessoas podem experimentar tristeza profunda e uma vontade de chorar constantemente. “Quando estes sinais começam a piorar e a prejudicar a vida de modo geral é um momento de alerta”, evidencia.
Não é porque você está em casa que precisa estar só. Se não quer desabafar suas angústias com seus familiares ou amigos, procure por um psicólogo. Muitos profissionais adaptaram-se e passaram a atender na modalidade online.
Além de ter apoio emocional para atravessar esta época adversa, a ajuda profissional pode auxiliar as pessoas a estarem mais fortalecidas para encarar o que vem por aí.

BN mantém protocolo de manejo ao Covid-19

Ao contrário do que vem ocorrendo no Oeste de Santa Catarina, onde o Ministério Público interveio junto a algumas prefeituras para garantir o acesso ao tratamento precoce à Covid-19, em Braço do Norte a Administração pública deu o passo por iniciativa própria em julho.
O município foi o primeiro da Associação dos Municípios da Região de Laguna (Amurel) a criar um protocolo de manejo de pacientes sintomáticos e com síndrome gripal para receberem o tratamento precoce contra o novo coronavírus.
O documento, elaborado pelo diretor técnico da Secretaria Municipal de Saúde, médico João Eugenio Henrique Heidemann e Silva, e pela médica infectologista Eletania Esteves de Almeida, está embasado nos protocolos AMIB, Abramede e AMB – 2020, além de seguir orientações do Ministério da Saúde, da Sociedade Brasileira de Infectologia, do Hospital Naval Marcílio Dias e da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Com isso, a população de Braço do Norte que desejar e tiver indicativo médico pode fazer uso do tratamento precoce, feito à base de hidroxicloroquina ou cloroquina, ivermectina, sulfato de zinco e vitamina D.
“As medicações, disponibilizadas gratuitamente pela Secretaria de Saúde, são ministradas respeitando a prescrição e avaliação médica realizada individualmente em cada paciente. Não há distribuição dos remédios”, lembra o secretário de Saúde Sergio Arent. “A intenção é evitar que a doença passe do primeiro para estágios mais avançados, que exijam internação. Por isso mantivemos este protocolo”, destaca o prefeito Beto Kuerten Marcelino.
O tratamento também é disponibilizado pelo Hospital Santa Teresinha (HST), sob a supervisão do diretor técnico José Nazareno Goulart Júnior.
Vale destacar ainda que a submissão do protocolo de tratamento precoce não é obrigatória aos cidadãos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). O uso das medicações pode ser feito se o paciente sintomático desejar e tenha indicativo e avaliação médica para isso.

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Folha do Vale