Critérios para construção de barragens serão debatidos em Santa Rosa de Lima

Debates começam nesta quarta-feira 20 de novembro, em Santa Rosa de Lima

 

Santa Catarina tem atualmente 177 empreendimentos hidrelétricos ativos e outros 288 em fase de instalação. Destes, 44 implicam em barragens de risco ou com dano potencial associado, segundo dados da Agência Nacional das Águas. Apesar deste cenário, o estado não possui legislação que regulamente a atividade.

Para debater a criação de uma política estadual capaz de criar medidas de preservação ambiental na construção de barragens e determinar critérios de responsabilização por danos para proteger a população catarinense, uma série de encontros será realizado pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Serão seis rodadas, destas, quatro já estão definidas, começando por Santa Rosa de Lima nesta quarta-feira, 20 de novembro, passando ainda por Vargem (29/11), Chapecó (05/12) e Itapiranga (06/12). Em Santa Rosa de Lima, o debate inicia às 17h30min, no Centro de Convivência do município, no Centro. As palestras e mesas redondas irão abordar as políticas de direitos e de desenvolvimento local, bem como a situação das barragens em nível nacional e estadual.

 

O seminário deve reunir pessoas do campo e da cidade atingidas por barragens, agentes públicos e políticos, movimentos sociais, escolas, entidades e demais interessados no tema. “Isso é um fator determinante para que famílias atingidas por barragens sofram perdas e danos, individuais e coletivos. O que caracteriza um atingido? Quais são os critérios e parâmetros para as medidas de indenização e reparação? É um consenso legal sobre essas respostas que precisamos construir”, defende a deputada Luciane Carminatti. “Ao final destes encontros, esperamos ter aprimorado nosso compromisso de preservar o meio ambiente e os recursos hídricos do nosso estado, ao mesmo tempo em que deveremos ter uma proposta de legislação capaz de garantir o direito das comunidades atingidas por barragens”, enfatiza Carminatti.

O evento é proposto pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Comissão de Economia, Ciência, Tecnologia, Minas e Energia e Frente Parlamentar pelos Direitos dos Catarinenses Atingidos por Barragens. Conta com realização da Escola do Legislativo Deputado Lício Mauro da Silveira e apoio do Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB.


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