CRESCIMENTO DA ECONOMIA

Os investimentos privados, inclusive o aporte direto de capital estrangeiro em projetos nacionais, estão garantindo a retomada da economia brasileira e permitem estimativas mais otimistas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2020, tanto do governo federal quanto do Fundo Monetário Internacional (FMI). Nesta semana, o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirmou que a atividade econômica do país pode alcançar expansão entre 2,5% e 3% ainda este ano, acima da projeção oficial, de alta de 2,4%, graças a uma mudança de estratégia. Antes o governo era o gerador, e isso nos levou a uma crise fiscal. Mudamos o mix e, agora, a base do crescimento é sustentável a longo prazo, explicou. A justificativa encontra respaldo na nota técnica Retomada Via Setor Privado divulgada pela secretaria, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontam para a evolução positiva dos investimentos do setor privado, com crescimento de 2,72% no terceiro trimestre do ano passado sobre mesmo período do ano anterior. Essa alta compensou o recuo de 2,25% no aporte de recursos públicos. Na variação acumulada em quatro trimestres, houve contração de 5,18% de investimento público ante alta de 4,48% do privado, que registrou o maior ritmo desde 2014.

RAZÕES DO CRESCIMENTO ECONÔMICO

De acordo com Vladimir Kuhl Teles, subsecretário de Política Macroeconômica do Ministério da Economia, os dados ilustram que, com perspectiva de equilíbrio fiscal a médio e longo prazos, o modelo de crescimento passa a ser direcionado para o empreendedorismo privado. Que é mais sólido e mais consistente, portanto, deve estimular a economia por uma década ou mais, explicou. Teles lembrou que, quando o crescimento era movido pelo governo, os gastos públicos pressionaram a inflação. Para combatê-la, os juros foram elevados. Esse ambiente desestimulou o investimento privado, disse. O subsecretário explicou que o ambiente mais estável, com juros baixos e inflação controlada, incentiva o capital privado a investir. Quando o governo gasta muito, direciona os recursos de uma forma que nem sempre é a mais eficiente. Com controle, estimula o aumento da produtividade, que é do que o país precisa, ressaltou. Segundo ele, houve queda anual de 1% ao ano da produtividade nos últimos 40 anos. O modelo era “gasto crescendo e produtividade caindo”; agora a ideia é o inverso, completou.

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