segunda-feira, janeiro 18Diário online de Braço do Norte

CORONAVÍRUS

Pela terceira vez em duas décadas, o mundo testemunha, temeroso, um coronavírus ser transmitido para seres humanos, dando origem a uma série de epidemias. Antes de o Covid-19 emergir, os micro-organismos por trás da Sars (síndrome respiratória aguda grave) e da Mers (síndrome respiratória no Oriente Médio) já haviam ultrapassado fronteiras em 2003 e 2012, respectivamente, fazendo centenas de vítimas, cada um. A experiência com as duas pandemias mostrou-se vantajosa na busca de vacinas e tratamentos para uma doença que, a cada dia, avança mais pelo globo. Como pesquisadores já vinham estudando formas de combater esses patógenos, muitas substâncias que estão sendo desenvolvidas em laboratórios começam a ser testadas também para o Covid-19, o novo coronavírus. Foi graças aos muitos anos de estudo dos vírus Sars-CoV e Mers-Cov que pesquisadores da Universidade do Texas em Austin (UTA) deram um passo importante na busca por uma vacina contra o Covid-19. Há 10 dias, eles anunciaram o mapeamento tridimensional em escala atômica de uma parte crítica do micro-organismo: a que se liga às células humanas, as infectando e se reproduzindo. Duas semanas depois de cientistas chineses revelarem a sequência genética do Covid-19, um vírus de RNA, os pesquisadores da UTA começaram o mapa 3D, que foi concluído em 12 dias. De acordo com McLellan, entender como o micro-organismo se fixa nas células humanas é fundamental não só para uma vacina, mas para o desenvolvimento de medicamentos que tratem os sintomas da pneumonia causada pelo Covid-19.

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Folha do Vale