CONSTRUÇÃO CIVIL

A confiança dos empresários do setor da construção aumentou em novembro em relação a outubro. É o que mostra a Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento mostra um leve recuo nos indicadores de produção, mas o índice de intenção de investimento atingiu 42,2 pontos contra 37,9 pontos registrados em outubro, o que mostra esse otimismo em relação aos rumos do setor. O indicador da Sondagem varia de zero a 100 pontos e, quanto maior o valor, maior é a disposição do empresário de investir. A confiança dos empresários aumentou, impulsionada pelas condições da empresa, principalmente. Os números mostram otimismo em relação aos rumos do setor, afirma a economista da CNI Dea Fioravante, em nota divulgada pela entidade. Com relação a compras de insumos e matérias-primas, as expectativas também melhoraram, o índice subiu 2,5 pontos na comparação mensal e 3,9 pontos na comparação anual, atingindo 56,7 pontos. A Sondagem da Construção foi feita de 2 a 11 de dezembro com 469 indústrias do setor.

CARNE E TRIGO

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, não demonstrou preocupação com pressões inflacionárias, principalmente, as recentes altas dos preços da carne e do trigo argentino, que é importado pelo Brasil. “Entendo que carne e trigo não preocupam o Banco Central”, destacou Campos Neto, durante a apresentação do Relatório Trimestral de Inflação (RTI). Na avaliação do ministro, essa pressão é momentânea e, ao longo de 2020, os preços devem se acomodar. O aumento das importações de carne brasileira pelos chineses devido ao surto de gripe suína na África elevou os preços da proteína no mercado doméstico neste fim de ano. As projeções de inflação feitas pelo BC, contudo, mostram uma certa desaceleração: 4%, neste ano, para de 3,5%, no ano que vem, passando para 3,4% em 2021. Esses dados mostram que o custo de vida deve permanecer “dentro da meta” estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Uma parte dessa acomodação, de acordo com o diretor de Política Econômica, Fabio Kanczuk, está relacionada com a mudança da metodologia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que reduziu o peso de alimentação na composição do indicador.

ELEIÇÕES 2020

Com a proximidade das eleições municipais, em outubro, e o jogo político se desenhando para 2022, a relação do presidente Jair Bolsonaro com governadores e prefeitos pode sofrer desgastes ainda maiores dos que os vistos em 2019, dizem especialistas. A tendência, na visão deles, é o aprofundamento de desavenças que ainda não foram resolvidas, como as corriqueiras brigas com chefes de Executivos do Nordeste e o afastamento de nomes que, até pouco tempo, eram aliados. Do ponto de vista orçamentário, estados e municípios estão, agora, mais independentes do governo federal do que eram em 2019. A partir deste ano, os parlamentares poderão enviar as emendas individuais para os governadores e prefeitos sem intermediários, graças a uma proposta de emenda à Constituição (PEC) aprovada em dezembro. Também contribui para a autonomia dos entes o alívio trazido pelo Orçamento Impositivo, que tornou obrigatório o pagamento de emendas coletivas, as elaboradas pelas bancadas estaduais.


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