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Como era e como será Braço do Norte?

64 anos: desejos e anseios de 20 anos atrás e dos próximos 20 anos na visão de seus moradores

Saneamento básico; mais policiais nas ruas; equipamentos para o Hospital Santa Teresinha; melhor educação; pavimentações. No dia 22 de outubro de 1999, em sua edição nº 136, a Folha do Vale publicava uma reportagem especial sobre o aniversário do município, que completava 44 anos. Na ocasião, a reportagem questionou alguns moradores coisas do tipo: “Se fosse milionário, que presente daria a Braço do Norte?” ou “O que está faltando em Braço do Norte?”.
Alguns destes desejos foram atendidos nestes 20 anos. Outros estão em andamento. E também há aqueles que ainda estão longe de acontecer. Neste ano de 2019, em que Braço do Norte comemora 64 anos nesta terça-feira, dia 22, vamos relembrar tais expectativas e anseios.

“Falta saneamento básico urgentemente em nosso município, também um plantão no nosso Hospital Santa Teresinha”, reclamava, em 1999, o então vereador Genoir Mota de Souza. Hoje, o Hospital de Braço do Norte evoluiu consideravelmente. Atende em diversas especialidades médicas e conta com emergência 24 horas e dupla equipe de plantão para atender as demandas de todo o Vale. Quanto ao saneamento básico, parte da cidade conta com o serviço, prestado pela Casan. O sistema de esgotamento sanitário foi inaugurado em 2017. Porém, ainda atende apenas cerca de 40% das residências urbanas e tem gerado grande polêmica com conta das cobranças, que são de 100% do valor do consumo de água na fatura.
Transtornos com música alta em veículos, mais segurança pública, educação e saúde, até mesmo o asfaltamento da Avenida Felipe Schmidt, que à época era apenas pavimentada com lajota, eram outras reclamações e reivindicações. Chama a atenção a resposta do então delegado da cidade Genoíno Eugênio Martins quanto perguntado sobre o daria de presente a Braço do Norte caso fosse milionário: “Daria uma rodoviária novinha em folha”. Como podemos perceber, tal presente a cidade ainda não ganhou.
Assim é Braço do Norte. Antigamente, uma localidade colonizada por imigrantes alemães. Nos dias de hoje, uma cidade de povo trabalhador, empreendedor, polo industrial, destaque na agricultura e pecuária, multicultural. Seu crescimento pode, ainda, não ocorrer na velocidade que desejada, mas é certo será sempre constante.

O que você deseja para Braço do Norte nos próximos 20 anos?

“Gostaria que, daqui a 20 anos, Braço do Norte respeitasse ainda mais seus munícipes, e que seus cidadãos respeitem essa cidade maravilhosa. Afinal, nossa cidade é feita de pessoas e para as pessoas. Tratemos bem nossa cidade.”

Charles Bianchini, empresário, ex-vice-prefeito de Braço do Norte.

“Espero que, daqui a 20 anos, possamos viver numa sociedade mais justa, humana onde todos sejam respeitados como seres humanos. Num mundo de muita paz, amor e alegria a todos.”

Valdete Volpato, integrante da Rede Feminina de Combate ao Câncer.

“Gostaria de uma cidade com uma infraestrutura viária melhor, para facilitar o escoamento da nossa produção e para atrair investimentos. Também gostaria que Braço do Norte virasse uma referência em inovação, aliado a Tubarão, que está virando um polo tecnológico. Aproveitar a força das cidades vizinhas para se destacar no cenário nacional”,

Rafael da Cunha, empresário do área de Tecnologia da Informação.

“Acredito que Braço do Norte será uma cidade toda asfaltada, com ruas parcialmente arborizadas. O acesso a Tubarão já deverá estar duplicado. Seremos um polo econômico, acho que bastante desenvolvido. Deveremos ter grande evolução na prestação de serviços, o nível cultural da cidade aumentará muito. Será uma excelente cidade para se viver. Meus desejos são de que tudo isto se concretize”,

Valcírio Volpato, membro da Academia Braçonortense de Letras.

 

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Folha do Vale