A partir de janeiro, os consumidores da Casan passam a pagar 4,21% menos nas tarifas de água e esgoto. Não é um corte que muda a vida financeira das famílias, mas chega em um momento simbólico: depois de anos de aperto e de reajustes represados na pandemia, a redução sinaliza algum alívio. O discurso da companhia aponta reorganização administrativa, equilíbrio financeiro e investimentos robustos. Mais de R$ 670 milhões só em 2025. O dado positivo é esse: contas em ordem e capacidade de investir. O desafio, como sempre, é fazer com que essa solidez se traduza também em melhoria perceptível nos serviços, especialmente para quem paga a conta todo mês.
Usado perde valor, comprador agradece
A desvalorização dos carros usados em Santa Catarina voltou a acelerar em dezembro, acima do ritmo nacional. Para quem pretende vender, a notícia não é das melhores. Para quem quer comprar, pode ser uma oportunidade. O dado revela um mercado mais cauteloso, com consumidores segurando decisões e negociando mais. Também mostra que o setor automotivo ainda sente os reflexos do crédito caro e da incerteza econômica. No fim das contas, o carro continua sendo necessidade para muitos, mas o consumidor está mais atento e menos disposto a pagar qualquer preço.
Universidade gratuita exige atenção redobrada
O novo edital do Programa Universidade Gratuita no Unibave, de Orleans, abre uma porta importante para quem sonha com o ensino superior. Mas é bom deixar claro: não basta se inscrever. A leitura atenta do edital e o envio correto da documentação fazem toda a diferença entre participar ou ficar pelo caminho. O programa é meritório, amplia o acesso e muda trajetórias, mas também exige organização e responsabilidade do candidato. Informação, nesse caso, é tão valiosa quanto a vaga.
Carnes catarinenses no topo do mundo
Santa Catarina fechou 2025 com números históricos na exportação de proteínas animais. Cresceu em volume, cresceu em valor e consolidou sua posição como protagonista nacional. Não é pouca coisa em um cenário internacional cada vez mais exigente e competitivo. O resultado mostra eficiência produtiva, sanidade reconhecida e capacidade de atender mercados rigorosos. Mais do que orgulho, os números reforçam o peso do agronegócio catarinense na economia do Estado e o quanto ele sustenta empregos, renda e arrecadação.
Exportar mais, apesar dos obstáculos
As exportações catarinenses bateram recorde mesmo com barreiras sanitárias, tarifas e um cenário global pouco favorável. Isso não acontece por acaso. A diversificação de mercados e a força de produtos estratégicos explicam boa parte do resultado, assim como a retomada da economia argentina, que voltou a comprar mais de Santa Catarina. O destaque para bens intermediários revela algo importante: nossa indústria não exporta apenas produto final, mas integra cadeias produtivas regionais. É um sinal de maturidade industrial que merece atenção e preservação.
Turismo nacional segura o caixa
No litoral catarinense, quem manteve bares e restaurantes cheios no fim de ano foi, principalmente, o turista brasileiro. Os argentinos continuam presentes, mas em menor intensidade do que no ano passado. O dado revela uma mudança de perfil e reforça a importância do mercado interno para o setor. Apostar apenas no turista estrangeiro é arriscado; valorizar o visitante brasileiro, investir em experiência e atendimento, parece ser o caminho mais seguro para 2026. Afinal, quando o cenário externo oscila, é o turista de casa que sustenta o movimento.

De tudo um pouco
Jornalista, escritor e risoterapeuta. Criador da técnica RYT - Gestão do Humor. Mistura de palavras em uma salada de informações.