sexta-feira, janeiro 22Diário online de Braço do Norte

Câncer de pele: risco é maior nesta época

Doença representa 33% de todos tipos de câncer do Brasil

Fim de ano. Natal, Ano Novo e início do Verão. O período do ano marcado pelas temperaturas mais altas, também é caracterizado pelo aumento da incidência de luz solar, fatores que aumentam o risco do surgimento do câncer de pele. Não por acaso que o último mês do ano é chamado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia de ‘Dezembro Laranja’, que, nos mesmos moldes do Outubro Rosa e do Novembro Azul, alerta para os cuidados com a saúde da pele.


Existem dois tipos de câncer de pele: o melanoma, menos comum, mas mais perigoso; e o não-melanoma, que são os provocados pela alta absorção de raios ultravioleta. “O melanoma são aqueles casos que ocorrem por conta de manchas na pele ou pintas. Esses são mais agressivos e podem ser fatais, por isso é importante o diagnóstico com antecedência. Já no não-melanoma, a causa é a exposição ao sol. Também pode ser bastante prejudicial, podendo ocorrer metástase em outro órgão, trazendo, nesse caso, complicações maiores ao paciente”, diferencia o dermatologista Eduardo Martins, que atua em Braço do Norte.


Segundo o médico, o Vale do Rio Braço do Norte apresenta alguns fatores que tornam a incidência de câncer de pele maior que em outras regiões do Brasil. “A agricultura, por exemplo, que é uma atividade muito exercida na região, está entre as mais perigosas com relação à doença. Isso ocorre porque a exposição ao sol é cumulativa. Isto é, os efeitos nocivos dos raios ultravioleta crescem com o decorrer dos anos. E, em geral, essa população, da agricultura, costuma se expor ao sol desde a infância. Por exemplo, muitos param de trabalhar na agricultura aos 40 anos. Porém, eles já se expõem à radiação solar desde os 10. Então, são 30 anos de exposição. É muito tempo. Não é incomum que, mesmo que tenham passado a se cuidar mais, a evitar o sol e a usar protetor, algumas pessoas fiquem doentes. A causa é a exposição acumulada desde a juventude”, alerta.

A prevenção e os diferentes tratamentos

Evitar o surgimento do câncer ainda é a melhor opção. A principal medida é evitar a exposição ao sol. Quando ocorrer, deve-se usar proteção contra a radiação ultravioleta. O dermatologista Eduardo Martins lembra que há dois tipos de proteção. “Existe a proteção química, que consiste no uso de cremes protetores. O produto deve ser usado em toda área da pele que eventualmente estiver exposta, como rosto, braços e mãos. Há também a proteção física, que são roupas e acessórios. Os trabalhadores rurais ou da construção civil, por exemplo, quanto mais cobertos, mais seguros estarão. Então, vale de tudo, desde roupas compridas até chapéus com abas largas e com protetores de pescoço”, recomenda. “Quanto ao melanoma, este pode surgir devido a outros fatores, genéticos, por exemplo. Neste sentido, é essencial que se visite o seu médico dermatologista de confiança ao menos uma vez ao ano. Se a pessoa tiver manchas ou pintas na pele e trabalhar exposta ao sol, é aconselhável que essa visita seja mais frequente, preferencialmente duas vezes ao ano”, acrescenta.


O tratamento para câncer de pele é definido pelo profissional dermatologista considerando o tipo e o estágio da doença, entre outros elementos. Pode consistir em crioterapia, medicamentos ou radioterapia. O método mais utilizado, entretanto, é a extração cirúrgica da área da pele afetada. “Por essa razão, é muito importante o diagnóstico precoce. Em alguns casos, em cirurgias, se for necessário ampliar a área afetada, o tratamento pode consistir na extração de uma área muito grande de pele, gerando problemas funcionais e estéticos”, destaca o dermatologista.

O câncer mais comum no Brasil

De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de pele responde por 33% de todos os diagnósticos desta doença no Brasil, uma incidência superior a outros tipos, como o de próstata, de mama ou de útero.
O tipo mais comum, o câncer da pele não-melanoma, tem baixa letalidade, porém seus números são muito altos. A doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. São responsáveis por 177 mil novos casos da doença por ano. O melanoma registra 8,4 mil casos anualmente.

Atenção aos sintomas

O câncer de pele pode se assemelhar a pintas, eczemas ou outras lesões benignas. Assim, conhecer bem a pele e saber em quais regiões existem pintas faz toda a diferença na hora de detectar qualquer irregularidade. Somente um exame clínico feito por um médico especializado ou uma biópsia podem diagnosticar, mas é importante estar sempre atento aos seguintes sintomas:
Uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente;
Uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;
Uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

Além de todos esses sinais e sintomas, melanomas metastáticos podem apresentar outros, que variam de acordo com a área para onde o câncer avançou. Isso pode incluir nódulos na pele, inchaço nos gânglios linfáticos, falta de ar ou tosse, dores abdominais e de cabeça.

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Folha do Vale