Bolsonaro e o PSL

A decisão do presidente Jair Bolsonaro de cancelar filiação no PSL para fundar o Aliança pelo Brasil isola o governador Carlos Moises da Silva, que já anunciou a permanência na sigla que o elegeu há um ano.
Dos quatro deputados federais do PSL, apenas um vai continuar na legenda: o atual presidente do Diretório Estadual, Fabio Schiochet, indicado para o cargo pelo governador Moisés e a ele vinculado.
Na Assembleia Legislativa, quatro dos seis deputados estaduais já não apoiavam mais o governador. Na tarde de terça-feira, sob a liderança do deputado Sargento Lima, o grupo definiu posição a favor da nova legenda e de afinidade com o presidente Bolsonaro.
Segundo a assessoria do deputado Coronel Mocelin, ele deverá acompanhar o presidente Bolsonaro. Neste caso, apenas o deputado Ricardo Alba permanecerá no PSL, ligado ao governador.
O novo partido chega com propósito de ocupar espaços na política de Santa Catarina. O deputado Daniel Freitas, que esteve na reunião de Brasília com o presidente Bolsonaro, acompanhado da deputada Carolini de Toni e do deputado Coronel Armando, confirmou para o dia 21 de novembro a Convenção Nacional para fundação da Aliança pelo Brasil. Freitas pediu cautela aos parlamentares que seguirem Bolsonaro para evitar processos dos atuais dirigentes do PSL. A janela aberta para novas filiações só acontecerá em março, após a fundação do novo partido que deve acontecer até esta data.
Daniel Freitas antecipou que o Aliança pelo Brasil começará sem fundo partidário, com um esquema de compromissos firmados, prestação de contas on-line e rigor nas filiações em relação à identidade com a direita e o conservadorismo.

Discurso x prática

Todo o discurso que elegeu Carlos Moises pode ser esquecido a partir de agora. Quem votou 17 de cabo a rabo por influência de Bolsonaro começa a entender porque Jair, logo após o anúncio do resultado do primeiro turno, disse que estava “neutro” aqui em Santa Catarina. Deveria ter fortes indícios que o PSL local não era tão fiel assim à sua cartilha. A prova, agora, é que os ocupantes do Centro Administrativo da Capital rechaçam a mudança de partido. Já alcançaram o que pretendiam com Bolsonaro. Agora podem seguir carreira solo.

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