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BN passa a ter 69 casos de Covid-19 com as informações de laboratórios particulares

Boletim divulgado pela Secretaria de Saúde de Braço do Norte passa a contar com resultados de clínicas e laboratórios particulares a partir desta terça-feira.

O boletim Covid-19, nome da doença provocada pelo novo coronavírus, divulgado diariamente pela Prefeitura de Braço do Norte traz a partir desta terça-feira, 14 de abril, os resultados de exames realizados na rede particular em Braço do Norte. Com a nova metodologia adotada, passaram de 26 de moradores da cidade que já tiveram o contágio com o vírus oficializados pelo Laboratório Central de Santa Catarina (Lacen), para 69 casos. São exatamente 43 a mais.

Por determinação de um decreto municipal editado no último domingo, as clínicas e laboratórios são obrigados a informar em tempo real ao serviço epidemiológico municipal, através de e-mail, todos os casos positivos ou negativos testados para Covid-19 por método de RT-PCR ou testes rápidos IgM e IgG. Todo paciente deve obrigatoriamente antes da realização de qualquer teste para Covid-19 assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido formulado pela Secretaria Municipal de Saúde, que por sua vez, será também encaminhado ao serviço de Vigilância Epidemiológico Municipal.

Uma reunião entre Prefeitura e laboratórios de Braço do Norte, na manhã de ontem, segunda-feira, 13, ajustou critérios para a divulgação dos resultados dos exames de Covid-19 feitos na rede particular.

Conforme o boletim, foram realizados em Braço do Norte, através do Laboratório Central (Lacen), do Governo do Estado de Santa Catarina, 95 exames. Destes, 26 foram confirmados, 09 são suspeitos e aguardam os resultados e 60 foram descartados. Dos 26 confirmados, 16 já estão recuperados. Além disso, 14 estão sendo monitorados (sem coleta de exames). Já nos laboratórios particulares foram 185 exames realizados, sendo 142 descartados e 43 confirmados. Dos 43 confirmados, 31 já estão recuperados, ou seja, restam 12 em monitoramento. Braço do Norte também teve seu primeiro óbito por Covid-19 registrado.

Para que é realizado a testagem?

A testagem é uma das ferramentas mais importantes para desenhar o cenário de uma epidemia na população. No caso da pandemia do novo coronavírus, não é diferente: a própria OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que todos sejam testados, principalmente para encontrar e isolar os pacientes assintomáticos, que são importantes vetores na disseminação do vírus. Infelizmente, o Brasil e outros países que estão lutando contra a doença, não têm uma estrutura laboratorial de testagem em massa.

Até bem poucos dias o único teste disponível era o RT-PCR, que busca material genético do vírus nas células do paciente, usado Lacen (Laboratório de Análise Central de Santa Catarina), é um exame que demanda insumos laboratoriais importados e que se mostra de grande eficiência até o oitavo dia do contágio. Depois deste período os resultados são inconclusos.

Nesse cenário, uma alternativa que ganha força e que foi útil no controle da Covid-19, nos países asiáticos são os kits para testes rápidos, que chegaram ao Brasil nos últimos dias. Diferente do RT-PCR, a maioria desses testes utilizam o sangue para procurar por anticorpos produzidos pelo organismo após o contato com o vírus. “Ele é um teste interessante para saber quantas pessoas já foram infectadas pelo vírus e também quais estão teoricamente imunes a ele, como os profissionais de saúde e de segurança, que estão na linha de frente no enfrentamento a epidemia”, explica o médico João Eugênio Heidemann e Silva, diretor técnico da Secretaria de Saúde de Braço do Norte. Estes testes começam a ser usado na rede municipal, já que a Prefeitura encomendou e está recebendo 1.000 unidades e pela rede privada de laboratórios de saúde.

Os kits rápidos estão sendo considerados importantes justamente para oferecer esse tipo de informação às pessoas que já contraíram o vírus e que poderiam, em tese, voltar a trabalhar sem medo de serem infectadas novamente, o que teria, de certa forma, um impacto positivo na economia.

Como funcionam os testes rápidos

Os testes rápidos utilizam uma amostra de sangue da pessoa para detectar a presença de dois tipos de anticorpos: o IgM e o IgG. O primeiro é considerado um marcador para a fase aguda da doença e começa a ser produzido entre cinco e sete dias após a infecção pelo vírus. Já o segundo é um anticorpo mais específico que permanece circulando mesmo após o fim da fase aguda, indicando que a pessoa está, teoricamente, protegida de futuras infecções provocadas por aquele patógeno.

A amostra de sangue pode ser colhida de duas formas: ou por um furo no dedo ou pela coleta de sangue a partir de uma veia. Neste caso, a parte do sangue analisada é o soro —material obtido após a centrifugação do sangue.

De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), atualmente existem 19 tipos de teste autorizados no Brasil para a detecção de anticorpos do novo coronavírus.

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Folha do Vale