sexta-feira, janeiro 22Diário online de Braço do Norte

Armazém é a capital da tilápia

Governo do Estado sanciona a lei que confere à Cidade Amiga o título de Capital Catarinense da Tilápia

 

Com uma produção de 1,2 mil toneladas de tilápia, produzidas na última safra por 26 produtores, Armazém foi reconhecida, na última semana, com o título de Capital Catarinense da Tilápia. A Lei nº 17.673, que confere o título ao município de pouco mais de 8,5 mil habitantes, foi sancionada pelo governador Carlos oisés da Silva (PSL).

O projeto é de autoria do vereador Guilherme José Heerdt Corrêa, o “Penacho”, que no mês de agosto do ano passado, entrou com a indicação do projeto na Câmara Municipal de Armazém, após a aprovação, foi entregue ao Deputado Estadual Ricardo Guidi, que apresentou o mesmo na Assembleia Legislativa. “O objetivo do projeto é criar uma identidade ao município, para que os turistas conheçam as potencialidades da cidade de Armazém. Com o título podemos criar uma festa, feira de produtos, valorizar e buscar recursos para a área agrícola”, declara o vereador que lembra ainda que o resultado da confirmação do título para a Cidade Amiga não é mérito apenas dele. “Na verdade, este título é dos nossos piscicultores, eles que fazem um trabalho excepcional, com uma grande produção de peixes de água doce. Então, este título é principalmente deles”, completa.

A produção

De acordo com dados fornecidos pela Epagri e que fazem parte da justificativa do vereador, a região produziu, na última safra, aproximadamente 4,7 mil toneladas, concentrando quatro municípios dentre os oito com a maior produção: Armazém, Grão-Pará, Rio Fortuna e Braço do Norte. A atividade, que movimenta cerca de R$ 25 milhões ao ano, já conta com 1.375 piscicultores rurais.

Segundo consta também na justificativa, a principal espécie produzida na região é a Tilápia, cultivada principalmente para a produção de filé. A produção local é destinada para a indústria (35%) especialmente para a filetagem, mercado local (feiras de peixes-vivo, supermercados, peixarias, restaurantes, na propriedade) e 45% para pesque-pague (municipal, regional e interestadual). No entanto, na região de Tubarão, quase a totalidade destina-se a frigoríficos com inspeção estadual e municipal.

Guilherme “Penacho” destaca ainda, que agora é preciso definir metas para fazer por merecer o título concedido e, elenca alguns pontos, pois segundo ele é preciso focar na venda e no escoamento da produção, sendo hoje as principais dificuldades da atividade. Além disso, ressalta que ideias deverão ser trabalhadas como, por exemplo: o incentivo do consumo de peixe no município e região, o fortalecimento da atividade através da organização de feiras, festas e investimento em treinamentos e capacitações para a ampliação dos conhecimentos na área. Também relembra que é necessário atualizar o projeto de anos atrás para a instalação de uma cooperativa de filetagem de filé de Tilápia no município ou na região como forma de impulsionar a produção, gerar empregos e renda para a região.

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Folha do Vale