domingo, janeiro 24Diário online de Braço do Norte

Alegria na tristeza

Confira o artigo de Robson K. Sombrio

Ninguém é insubstituível, mas ele era. A maior homenagem que se pode fazer a alguém que morreu é tentar voltar a viver da melhor forma possível.
Quem escreve sempre quer pensar nas melhores palavras, se preocupa com as melhores frases e deseja que leitor leia, se identifique (não é uma tarefa fácil). Escrever é uma arte, pintura é arte, música é arte. Ele era nosso artista. Djalma. A cidade amou ele, acho que nem ele imaginava isso. Disse certa vez a um dos melhores amigos dele: “Dagmar, a presença do Djalma traz uma alegria, ele é uma pessoa muito, muito do bem. Estar ao lado dele é muito bom, a presença dele é boa, as brincadeiras dele são engraçadas e saudáveis”. Agora a gente sabe que essa presença será de outra forma.
Eu, no sábado à tarde, sozinho em casa, me emocionei. Nem sempre os sábados à noite são azuis. Esse cara vai para o mundo espiritual em pleno sábado. O sábado é o dia da semana que traz alegria. Será que estou viajando, ou é isso mesmo? O volume do som está alto aqui em casa agora. Ele era tão eclético que iria do rock ao sertanejo com facilidade. Ele era inteligente.
Jadna, filhos (as), pai e mãe. Ainda no mesmo sábado eu não consegui mais ver Instagram. Foi lindo, foram muitas homenagens, foi divino. Cada palavra, cada gesto da cidade, da região – simplesmente ímpar. Que orgulho um filho desse.
Outra coisa, a função dele: trazer alegria. Ele trazia e ele era alegria. Não tem outro igual. O teu até breve: eu comparo ao do Anselmo Tramontim. Ter o Djalma pra região foi um privilégio pra poucos.
Tudo é transformação. E a vida sempre chama.
Perdemos o nosso Djalma, e acho ainda que estamos todos incrédulos. Ele? Logo ele? Aquele cara, aquela vitalidade fascinante, aquela alegria contagiante, aquele jeito acolhedor e amigo.
Por fim, agora é domingo à noite, eu vi Bertilo (ele não me viu) sozinho no túmulo do seu amigo Eu quero ver nosso Clube Cruzeiro em pé, homenageando Djalma. Eu sei, a gente tem que seguir, com certeza a gente vai seguir. Pode chorar quietinho Bertilo, nós estamos tristes e entendemos. Cabe lembrar também que – quem tem Dagmar e Cida como amigos, tem tudo. Isso é importante ser escrito.
Vai com os anjos, vai em paz…
OBS: ao terminar o texto, tocou no rádio
Vamos, de Gilberto Gil: “Anda com fé, que a fé não costuma faia”.

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Folha do Vale