AGRONEGÓCIO

As exportações do setor do agronegócio somaram US$ 96,8 bilhões no ano passado. Esse valor representa 43,2% do total exportado pelo Brasil, segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Os dados mostram leve crescimento do setor nas exportações totais do país. Em 2018, essa participação havia sido de 42,3%. O destaque foi o comércio de milho, carnes e algodão. O milho registrou volume recorde de exportação, com 43,25 milhões de toneladas. O recorde anterior foi registrado em 2017, com 29,25 milhões de toneladas do cereal exportadas. Ainda de acordo com o ministério, a China se tornou o principal cliente da carne bovina brasileira. O país asiático é responsável por 26,8% do volume total exportado. Com isso, ultrapassou Hong Kong, que ficou na segundo posição, com 18,6%.

ENERGIA ELÉTRICA

O Brasil fechou o ano de 2019 com potência instalada de 170.071 megawatts (MW), sendo mais de 75% a partir de fontes renováveis. O dado foi divulgado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O incremento, no ano passado, foi de 7.246,41 MW de capacidade instalada no Brasil, ultrapassando a meta de 5.781 MW. Segundo a Aneel, a força da água dos rios continua impulsionando a maior parte da energia gerada no país, com um total de 4.839 MW em empreendimentos inaugurados ou concluídos no ano passado. Desse total, 4.755 MW foram trazidos por usinas hidrelétricas de grande porte, entre as quais se destaca Belo Monte, que completou sua motorização com 3.667 MW injetados na rede. A agência liberou a operação da última turbina de Belo Monte em outubro de 2019. A ampliação da geração eólica foi responsável por um acréscimo de 971 MW, superior aos 776 MW acrescidos em usinas termelétricas. As usinas solares fotovoltaicas de grande porte agregaram 551 MW à matriz brasileira no ano passado. Considerando o avanço verificado no ano, os 3.870 empreendimentos de energia solar em operação já são responsáveis por 1,46% da potência fiscalizada no país, e os 629 de energia eólica, por 9,04%.

DISTRIBUIÇÃO DE RENDA

O fraco desempenho da economia atinge todos os brasileiros e, naturalmente, é uma queixa generalizada no país. Mas, quando se avaliam os números, fica claro que, estando ou não em recessão, o Brasil distribui os recursos de forma desproporcional e tem a tradição de privilegiar quem já é socialmente favorecido. Com o Produto Interno Bruto (PIB) voltando a crescer, mesmo que de forma tímida, um dos desafios para os próximos anos, talvez, décadas, é diminuir o abismo que separa os mais ricos dos mais pobres, cada vez maior.
Depois de um breve período de inclusão social, a distância entre quem tem muito e quem não tem quase nada voltou a se aprofundar nos últimos cinco anos. Em pesquisa elaborada com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Fundação Getulio Vargas (FGV) Social constatou que, enquanto a população de baixa renda passou a ganhar ainda menos nesse período, os mais ricos melhoraram de vida. O país passou “do crescimento inclusivo à recessão excludente” no período, alertou o coordenador da FGV Social, Marcelo Neri, ao divulgar a pesquisa. Os avanços percebidos até 2014 foram quase esquecidos nos anos seguintes, e muitos dos efeitos de políticas de inclusão, superados. Enquanto isso, o grupo mais afetado por desemprego e que paga proporcionalmente mais impostos é o que mais sofre com os efeitos da crise.


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