domingo, janeiro 17Diário online de Braço do Norte

AGRICULTURA

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, disse que a prioridade do setor agropecuário é abastecer o mercado brasileiro e apenas depois atender a demanda externa. Segundo a ministra, o Brasil tem um mercado interno grande e robusto. A fala da ministra ocorreu na comunidade de Palmas, em Arroio do Meio, Rio Grande do Sul, onde participou da inauguração de um frigorífico. Tereza Cristina enfatizou que a abertura de mercado externo permite equilíbrio dos preços e contribui para a melhoria da qualidade da produção nacional. À medida que você abre novos mercados, você também sobe a régua da qualidade. Por isso que é importante a gente ver aqui a qualidade. Antes da inauguração do frigorífico, a ministra visitou uma unidade de produção de leite que recebeu investimentos de R$ 6 milhões e contou com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Ino-vações e Comunicações. Segundo a ministra, a profissionalização do setor leitei-ro deve elevar a produtividade e baixar o custo de produção. A maioria dos pequenos produtores produz leite. Agora, o leite tem um problema de custo, que no Brasil ainda é alto. Estamos vendo aqui outros modelos de produção, que a gente pode fazer para levar os pequenos produtores a um modelo mais produtivo, que lhes dê renda, porque, senão, a gente vai continuar tendo problemas, disse.

REFORMA TRIBUTÁRIAW

A reforma tributária será o tema mais importante a ser analisado pelo Congresso em 2020. E não é para menos: empresas e consumidores não suportam mais o peso da carga de impostos, que se tornou um forte inibidor do crescimento eco-nômico. As distorções criadas pela quantidade excessiva de tributos e pelas elevadas alíquotas estão empurrando boa parte do setor produtivo para a informalidade. Pior: estimulando a sonegação, que favorece a concorrência desleal. A reforma tributária, já declararam o presidente da Câmara e o ministro da Economia, Paulo Guedes, será fundamental para dar maior dinamismo à economia e evitar o descaminho. Hoje, por causa de impostos extremamente altos, setores como os de bebidas e combustíveis estão expostos à concorrência desleal. Somente no setor de bebidas destiladas, as perdas passam de R$ 5 bilhões por ano. Não é só: a pesada carga de tributos inibe a entrada de novos participantes no mercado. Há muitos pequenos produtores de destilados que preferem se manter na informalidade. O dinheiro que é desviado para a economia subterrânea poderia incremen-tar a arrecadação de impostos e viabilizar a execução de muitos projetos em áreas tão carentes, como saúde, educação e segurança pública. É nesse ponto que uma tributação mais justa faz a diferença. Excesso de impostos não é bom para ninguém. O Brasil tem que facilitar o incremento de negócios, não inviabilizá-los.

PREFEITOS

Apesar da maioria dos municípios garantir o pagamento sem atrasos do 13º salário dos servidores, mais de um quarto das prefeituras brasileiras ainda não têm recursos para pagar os salários de dezembro do funcionalismo. Levantamento realizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostra que 26,8% ainda dependem de receitas extras nesse fim de ano para fechar a folha de dezembro. Os prefeitos pedem ao presidente Jair Bolsonaro a antecipação de R$ 5,3 bilhões referentes ao bônus de assinatura pelo megaleilão do pré-sal. A expectativa é usar o recurso para bancar contribuições previdenciárias de novembro, dezembro e sobre o 13º salário dos funcionários públicos. A maioria dos municípios (67,5%), no entanto, garante que depositará em dia os salários de dezembro, enquanto 5,2% já admitem que os pagamentos do mês serão feitos com atraso.

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Folha do Vale