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Acivale e CDL pedem sensatez

Sensatez significa ponderação ao trato de um assunto delicado, prudência e precaução. Pois é a sensatez a palavra apontada pelas principais lideranças classistas do comércio e da indústria em Braço do Norte, como necessária neste momento de pandemia e de portas fechadas. “Neste cenário de incertezas, cada vez mais as entidades representativas, devem se unir para pleitear suas reivindicações. Não devemos esperar que os governantes o façam por nós”, acredita o presidente da Acivale (Associação Empresarial do Vale de Braço do Norte), Evaldo Niehues Junior. “Acreditamos que medidas na área da saúde devem ser tomadas, mas nosso comércio precisa iniciar suas atividades para conseguir honrar seus compromissos com fornecedores e colaboradores”, reforça o presidente da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) de Braço do Norte, Tulio Demay, o protagonismo necessário neste momento.

Evaldo Júnior: não podemos esperar

Desde o último 18 de março todos os estabelecimentos comerciais considerados não essenciais tiveram que parar suas atividades por ordem de decretos do Governo do Estado, avalizados pelo Executivo municipal. As indústrias, principalmente aquelas das cidades onde já se teve a comprovação dos casos de coronavírus, tiveram que reduzir drasticamente sua operação, por força de lei, em 50% de sua mão de obra atual. O Governo do Estado anunciou no domingo, 29 de março, que irá prorrogar o fechamento do comércio por mais sete dias a partir de 1 de abril.

“Os empresários precisam trabalhar para gerar divisas e manter a economia girando. Uma vez que este elo da corrente se parte, todo o restante fica comprometido”, diz o representante da Acivale. “Sem empresas não tem emprego, não tem renda, não tem pagamento dos impostos que sustentam a ‘máquina’ brasileira”, defende Evaldo, ao ressaltar que o empresário tem que ser visto como o ‘mocinho’, não como o vilão desta história. “Vamos juntos reforçar nossas convicções, com sabedoria e sensatez. E continuar lutando pelo interesse comum de todos nós”, diz o presidente da Acivale.

Tulio Demay: adoção do delivery

A sensatez, segundo Tulio Demay, estaria, por exemplo, na adoção de práticas que garantam o cumprimento das leis de segurança de sanidade, mas que possam assegurar que o comércio não pare. “O delivery [entrega na casa do cliente] seria uma boa opção para o momento. Caso contrário veremos um grande número de comerciantes fechando suas portas”, sentencia o presidente da CDL.

A reação da indústria

Diretor de uma das maiores metalúrgicas da cidade, Charles Bianchini, a Inmes, está trabalhando apenas com sua equipe do escritório em home office e 10% de seus colaboradores na fábrica. “Concordo que esta semana deveria ser de afastamento social, mas depois deveríamos ir voltando gradativamente”, defende. “É uma situação difícil ter que optar pelo retorno imediato sabendo que a contaminação do coronavírus vai se espalhar e teremos mortes. Mas, ao mesmo tempo, a economia vai entrar em colapso”, reconhece Bianchini.

Maior indústria do município em geração de empregos em Braço do Norte, a Moldurarte tem 304 funcionários. Destes, 140 estão trabalhando no dia de hoje. “Estamos segurando de todas as formas possíveis. Já demos 15 dias de férias para um grupo. Agora, foi a vez de outros funcionários entrarem em recesso. Estamos fazendo um rodízio”, diz o executivo da empresa, João Vânio Coral dos Santos, acrescentando que os funcionários dos grupos de risco já foram afastados. “Estamos recebendo diversos pedidos de prorrogação de boletos e negociando caso a caso. O mesmo estamos fazendo com nossos fornecedores. Minha dica para os empresários, é terem calma e bom senso. Temos que mostrar otimismo, mesmo neste período de incertezas e dificuldades”, defende. “Vamos ter que ressurgir, igual a ave Fênix”, diz o executivo ao lembrar o pássaro da mitologia grega que, quando morria, entrava em autocombustão e, passado algum tempo, ressurgia das próprias cinzas. Outra característica da fênix é sua força que lhe permite carregar cargas muito pesadas enquanto voa. Há lendas nas quais, chega a carregar elefantes.

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Folha do Vale