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Ação rápida da Justiça garante a vida de bebê

Miguel precisava com urgência tratamento intensivo. Atuação de equipe foi preponderante para sobrevivência da criança

RECUPERADO e fortalecido, Miguel, com sua mãe Zilma, foi visitar a equipe da Primeira Vara para agradecer o empenho de todos no caso

O nascimento de um criança sempre traz mudanças, principalmente na vida da família. O pequeno Miguel, porém, hoje com quatros meses, quando resolveu nascer não mudou apenas a vida da sua mãe, Zilma Meurer, 42 anos, moradora do Bairro Nossa Senhora de Fátima, em Braço do Norte. Tanto que, quando foi necessária uma internação em uma UTI neonatal, não só bagunçou a rotina em dois hospitais da região, como também provocou uma mudança nos procedimentos jurídicos da Primeira Vara Cível da Comarca de Braço do Norte para garantir uma vaga para seu tratamento intensivo.
Era noite de quinta-feira, em 24 de abril, quando a mãe, Zilma, sentiu fortes dores e precisou de atendimento médico. No Hospital Santa Teresinha, ela foi informada de que já havia entrado em trabalho de parto. “Aquilo me surpreendeu, porque eu estava apenas com 28 semanas de gestação, sete meses. Então, a equipe do hospital disse que meu filho precisava urgentemente de uma UTI neonatal, ou não sobreviveria”, recorda a mãe.
Mais surpresos e desesperados ficaram Zilma e família ao descobrirem que, naquele momento, pelo SUS, não havia disponível nenhuma Unidade de Tratamento Intensivo para recém nascidos em todo o Estado de Santa Catarina. “O médico que me atendeu, então, disse que eu tinha três opções: aguardar por uma vaga de UTI; buscar atendimento particular, o que me custaria de R$ 5 mil a R$ 7 mil por dia; ou tentar uma vaga por via judicial. E foi essa última a opção que escolhemos”, relata.
A liminar foi obtida à meia-noite de quinta para sexta-feira. Porém, não foi tão simples liberar Zilma e seu filho, ainda na barriga. “O juiz Lírio Hoffmann, da Primeira Vara de Braço do Norte, despachou a liminar, no mesmo dia, mais umas cinco vezes, para permitir que a decisão fosse cumprida e a criança de salvasse. Havia sempre um novo entrave burocrático e ser superado”, explica a advogada Aglaie Sandrini Botega Possamai. “A ação foi obra da advogada Júlia Werner Fernandes, da nossa equipe de advocacia e consultoria empresarial”, acrescenta.
A mãe conseguiu a vaga na UTI neonatal em um hospital particular de Tubarão. Miguel nasceu na terça-feira seguinte, no dia 30 de abril. Por conta de outras complicações, ainda ficou três meses internado. Já recuperado e fortalecido, Miguel, com sua mãe Zilma, na última sexta-feira, 29 de novembro, foi visitar a equipe da Primeira Vara para agradecer o empenho de todos no caso. “Foi um caso tão marcante para todos, que a equipe da Primeira Vara até nos informou que alterou a forma dos mandados judiciais para casos como estes, onde explicam aos hospitais todos os passos que devem seguir para que tudo ocorra da forma mais rápida possível”, destaca Aglaie.
“Nós só temos a agradecer a todos, aos amigos e familiares, à nossa amiga Aglaie, às equipes médicas e à equipe da Primeira Vara e ao magistrado Lírio Hoffmann. Todos se empenharam muito e contribuíram demais para e que eu pudesse estar hoje com meu filho aqui no meu colo”, conclui Zilma.

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Folha do Vale