quarta-feira, janeiro 20Diário online de Braço do Norte
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A terra está carregada de violência

A terra está carregada de violência. Estamos vendo tudo. Como se tudo fosse um filme de ficção, esperando que seja. Viram Criciúma? Viram a aberração? Estamos vendo no fim do túnel, escuridão. Por pouco não teve sangue no meu jardim. Muita coisa está errada. Erros meus, erros seus. Violência urbana nunca foi novidade, sempre existiu. Guerra, violência, desespero. Estamos vendo a nossa morte anunciada. Estão vindo dez carros pretos na minha direção. Está vindo dez carros pretos na contramão. Estão vindo um carro bomba na contramão. Tristeza, saudade por todos os lados. Tortura, covarde – humilha, destrói. O traficante está virando um vilão exemplar. As balas invadiram minha janela. Tinha gente dormindo achando ser um sonho. Vamos de Renato Russo: “é preciso amar as pessoas como se não houvessem amanhã”.


Meliantes chegaram agressivamente. A recomendação é sempre não reagir. Eles tinham nas mãos armas fortes e potentes. Eles tinham uma arma, você não! Obedeça. Quem assalta sabe que está cometendo um crime, sabe que deve agir rápido e fazer o menor estrago possível. Havia a esperança de eles serem minimamente lúcidos e fazerem um serviço limpo. Se antes torcíamos para não ser assaltados, atualmente, torcemos para que, quando chegar a nossa vez, o criminoso esteja de cara limpa e de juízo perfeito. Nesse caso, acho que a vitória foi não morrer ninguém (rezamos para o policial baleado). Depois, a investigação faz seu serviço. Imagina um confronto com um bando fortemente armado? Qualquer reação teríamos um resultado desastroso. Façamos as contas, alguns deles presos ou mortos e do outro lado policiais e civis mortos também.


Posso ser sincero, sempre sou com as minhas palavras, acho que poucos lugares do mundo teriam a capacidade de agir de forma imediata e efetiva. A coisa ia ferver. Ferver feio! Daí o que falta? Podemos pensar que é culpa da polícia? Falta, Sr. Governador, estrutura, falta armamento, falta muita coisa, falta a nossa educação também. Escrevi “educação”. A melhor e mais potente arma que existe no mundo. Podes ver aqui! Agora, nessa leitura. Fica em mim a incerteza… se escrever é bom ou ruim. Escrevo pensamentos e sentimentos. O amor que tenho é o amor a arte da palavra. Minha intenção é despertar consciências. Dedico a vida a isso e a maior recompensa é servir de referência pra quem sente e pensa parecido. No Brasil, é um trabalho árduo vender um livro. Somos responsáveis de certa forma pelo o que aconteceu em Criciúma. Quem escreve tenta expressar e nunca é ouvido.

Escrever é mergulhar de corpo e alma e perceber os corações e as mentes. Esse é o meu orgulho, escrever meus sentimentos, inspirado hoje em um assalto que comoveu e me lembrou educação. Talvez, Deus me deu uma missão e estou tentando cumprir bem. Se jogássemos livros espalhados pelo chão, alguém iria juntar pra ler? Livros não são drogas, mas faz quem lê, viajar. Livros são armas? Faz quem usar ser mais forte. Eu escrevo livros. Ajudo a povo a pensar. Eu vendo livros. É um bom negócio? Não sei dizer, porém honesto. A melhor parte de escrever é saber que alguém vai ler. Meu texto é simples e sincero. Eu jogo as palavras pelo caminho e depois eu volto para arrumar.

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Folha do Vale