quarta-feira, janeiro 27Diário online de Braço do Norte

A procura de significados

Coluna de Robson kindermann

Quem somos nós? Pessoas a procura de significados. Somos uma geração medicada, que toma remédios para controlar uma ansiedade que desandou, um organismo que de-sequilibrou. Remédios para ansiedade e depressão. Sem perceber, somos assediados por muitas solicitações, grande é a intromissão do marketing em nossas vidas. Tanta coisa nos atrai e nem imaginamos, tantos produtos compramos sem precisar. É preciso muita desatenção ou alienação para não sentir o desconforto que caminha com nossa sociedade e, consequentemente, conosco.
Não é difícil escutar de pessoas as palavras: “cansei, estou cansado, não adianta mesmo”, ocupam grande espaço na vida muitas pessoas. Não acho que tudo está piorando. Nossa qualidade de vida melhorou em muitas coisas. Com a internet, pessoas queridas que moram longe todos os dias nos ensinam que o longe pode ser perto. Entretanto, acredito que o que vai predominar a vida humana é a família.
Podemos, sim considerar e reconhecer (aplaudir) os familiares mais próximos – isso parece muito difícil, não deveria ser. Talvez podemos aprender um pouco mais sobre isso. Vamos aprender a perceber o lado bom da vida em vez de criticar a cor da blusa do vizinho, tentar entender o patrão ou o pai em vez de confrontá-lo.
O que eu gostaria de ver nessa vida: sentimentos de fraternidade, tolerância, menos desigualdade econômica, mais atenção, mais justiça, mais respeito, mais amor, mais carinho, mais compreensão. Parece que não estamos nascendo e crescendo fraternos e abertos, mas assustados e fechados. Queremos nos proteger e refugiar na nossa casa, abrigando nossa família e sendo hostis com os de fora. Parece longo o caminho para uma relativa harmonia entre nós, afinal vivemos uma era com muita tecnologia e mudanças, onde muitas ainda es-tão por vir. O ser humano em alguns aspectos parece primitivo.
Nós, homens e mulheres de hoje, temos muito a decifrar nessa nebulosa vida de desafios que nos envolvem e, consequentemente, esvaziam as prateleiras nas farmácias. De falha em falha, de desafetos e descrenças, mas aprendendo que ter esperança. Esse é o nosso principal ofício. Assim, discernimento é o melhor recado para as crianças, jovens e o instrumento primeiro que ajuda a observar, analisar, distinguir e escolher o que é construtivo ou o que nos vai destruir.

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Folha do Vale