Toninho abre mão da Geradora

Atual presidente da Cerbranorte confirma apoio à chapa que deve ter Nelo e Sarna como candidatos à presidência

 

O empresário Luiz Kuerten Júnior, o “Sarna”, filho do ex-prefeito de Braço do Norte, Luiz Kuerten, o “Tilico”, que também presidiu a Cerbranorte, será o candidato da chapa da situação para a Cerbranorte Geradora. O atual presidente, Antônio da Silva, o “Toninho”, confirmou que Sarna teria aceito o convite para disputar a eleição pela chapa da situação.

Toninho, que já foi reeleito presidente da Cerbranorte Distribuidora, poderia ser candidato a presidente apenas da Cerbranorte Geração. Porém, declinou da posição para homenagear o ex-presidente, já falecido, Luiz Kuerten, que iniciou a construção da Usina Geradora em São Martinho, há mais de 20 anos. “Há quatro anos, Tilico colocou o nome para disputar o cargo de presidente da Geradora. Porém, seu estado de saúde não permitiu. Hoje, tanto o nosso partido, o Progressistas, quanto nossa diretoria, entende como um reconhecimento oferecer o cargo ao filho de quem foi o propulsor desta usina”, ressalta o atual presidente.

O aceite de Sarna se tornou público na última sexta-feira. O acordo teria sido feito na noite anterior. O empresário administra a panificadora herdada do pai, no Centro de Braço do Norte, e possui experiência administrativa. Porém, nunca assumiu nenhuma entidade pública da cidade.

O nome do candidato a vice-presidente ainda não foi decido. Chegou a se aventar que Aron Uliano, o filho do também ex-presidente Vânio Uliano, teria sido convidado a fazer parceria com Sarna na Geradora, porém, o próprio Aron fez questão de dizer que não tinha interesse em disputar a eleição. “Há, pelo menos, quatro pré-indicações para esta vaga. Não achamos oportuna a divulgação”, limitou-se a responder o atual presidente.

A eleição ainda não tem data estabelecida, porém, há fortes indícios que aconteçam ainda antes do Carnaval.

 

Confiança move candidatura da situação

 

Para a eleição da Cerbranorte Distribuidora, Antonio da Silva diz que somente aposta na candidatura para presidência em Manoel da Silva, seu atual vice, por confiar no colega de chapa. “Estamos juntos há praticamente oito anos. Assim como em uma sociedade ou um casamento, a união se mantém somente quando há confiança. E isso eu tenho em ‘Nelo’”, assegura “Toninho”.

O atual presidente é filiado ao Progressistas e seu vice ao MDB. Como os dois já se reelegeram no cargo, não podem mais disputar a mesma posição. “Nelo, então, pediu um voto de confiança a mim. Eu não posso ser ingrato a quem foi fiel e parceiro este tempo todo. Sei da vontade de Nelo em contribuir, por isso, decidi colocar meu nome como vice”, diz Toninho que ressalta ainda que, assim como abriu mão da disputa da Geradora, poderia ter feito também na vice-presidência da Distribuidora. “Poderia deixar a cooperativa agora. Aproveitar que estou com uma ótima aceitação entre os associados. Largar a entidade no momento que estou por cima. Mas acho que não posso deixar o Nelo aqui sozinho nesta disputa. Tenho que usar esta aceitação e popularidade para ajudar quem esteve sempre ao meu lado”, reforça.

 

Nelo oferece a vaga para Vagner

 

Antes de oficializar seu nome como pré-candidato, no final de dezembro, Manoel da Silva procurou a unidade dentro do MDB. “Estive em duas oportunidades com o ‘Vagner do Tieli’, que também é do meu partido, e ele me disse que não iria ser candidato, apresentando uma série de razões para isso”, explica Nelo, os motivos que o fizeram assumir a posição como candidato usando o nome MDB.

O atual vice-presidente disse ainda que chegou a oferecer a vaga a Geovagner da Silva, mas este não aceitou. “Agora vejo, com estranheza, a declaração de que Vagner está montando uma chapa. Ele, em nenhum momento, procurou o partido ou mesmo mostrou interesse em aceitar a minha vaga”, reafirma Nelo.

Toda esta preocupação de Nelo deve-se ao fato de Vagner integrar um movimento para montar uma chapa de oposição à atual diretoria. “Não nego o fato de que Nelo me procurou, aliás, assim como ele, diversos amigos têm vindo falar comigo. O fato é que boa parte destes que me procuram querem uma mudança. Se aceitar fazer parte de uma chapa que busque a continuidade do atual trabalho, não posso assegurar que estaria agradando a maioria”, esclarece o também pré-candidato.

“Meu nome está à disposição sim, assim como outros bons nomes de nossa cidade. O que discutimos agora é a formação de uma chapa que não tenha este ou aquele partido como alicerce. As últimas eleições mostraram que esta fórmula não funciona mais. O eleitor quer proposta, independência e transparência”, acrescenta Vagner.

 

 


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