Padre Pedro agradece acolhida em Braço do Norte

Em fevereiro, o padre Pedro Paulo das Neves, veio da Paróquia de Imbituba, para assumir a Paróquia Nosso Senhor do Bom Fim

A Paróquia Nosso Senhor do Bom Fim, de Braço do Norte, recebeu no dia 06 de fevereiro de 2019, com alegria o pároco Pedro Paulo das Neves. O padre veio da Paróquia de Imbituba, para substituir o padre Joel Marcolino Bittencourt, que foi transferido para Orleans. Natural de São Martinho, o padre foi ordenado em 1998, e desde então, já atuou como pároco em diversas paróquias. E essa semana, participou do Café da Folha, para falar da alegria de estar de volta à região e aproveitou para agradecer o carinho pelo qual foi recebido pelos braçonortenses.

Quem é o padre Pedro? Como surgiu a vontade de ser padre?
Pedro – Nasci em São Martinho, sou filho de Adolfo das Neves e Luiza das Neves, ambos em memória, e tenho oito irmãos. Nasci dentro de uma comunidade católica, sou filho da Paróquia de Humaitá, da comunidade Sombrio, que pertence a Tubarão. E lá eu cresci com a presença muito ativa nos grupos de famílias e Pastoral da Juventude, duas experiências na igreja, que marcaram muito a minha vida. Desde ali e da família que senti essa minha vocação. A vontade de ser padre surgiu desde que eu era pequeno, bem pequeno. Quando terminei o ensino médio, com 17 anos, resolvi seguir meu sonho e fui para o seminário. Em maio de 1998 me ordenei diácono e em agosto do mesmo ano me ordenei padre.

Fale um pouco sobre a tua trajetória, até chegar em Braço do Norte
Pedro – Em 1998, comecei meu trabalho em Araranguá, em 1999 fui para Jaguaruna, em 2000 vim para Rio Fortuna e fiquei até final de 2004. Em 2005 e 2006 trabalhei como Coordenador de Pastoral. Depois dessa experiência incrível, fui para Bélgica, onde fiz o mestrado em teologia durante três anos. Quando retornei fui para Tubarão, no bairro Oficinas, e atuei como pároco por dois anos. Depois, fui nomeado para ser reitor do seminário de teologia em Florianópolis, onde fiquei durante três anos, lá eu dei aula de 2009 a 2013. Depois fui para a Paróquia de Imbituba, fiquei cinco anos, durante esse período fiz também o doutorado no Paraná. E agora, fui nomeado para atuar aqui em Braço do Norte.

O senhor que já trabalhou em Rio Fortuna, como é voltar a região, e atuar em Braço do Norte?
Pedro – Estou muito feliz em retornar para essa região, é bom estar de volta e ver a felicidade com que estou sendo recebido pela comunidade. A Diocese é a mesma de 15 anos atrás, porém, acredito que de 2000 pra cá, período que fiquei em Rio Fortuna, algumas coisas mudaram aqui na região, principalmente na caminhada pastoral, antes ela era mais forte, a Comarca era muito mais expressiva na Diocese, naquela época sentíamos uma participação muito forte do Vale, existiam muito mais lideranças a frente da Diocese, e hoje infelizmente diminuiu bastante. Mas com calma, vamos trabalhar, para que essa caminhada aumente.

Como você avalia esse início de trabalho na Paróquia Nosso Senhor do Bom Fim?
Pedro – Como já trabalhei na coordenação de Pastoral, já conheço um pouco da realidade de cada Paróquia, porém o primeiro ano é sempre para eu me encontrar com as pessoas, ver quem são, onde estão. Estou visitando as famílias, os doentes, as crianças, estou conhecendo de perto o braçonortense, este contato com as pessoas é de extrema importância. Esses primeiros meses é um momento de encontro. Além das visitas, estou sentando e conversando também com todas as lideranças das comunidades.

Padre Pedro, o senhor que tem mais de 20 anos de sacerdócio, e já atuou como pároco em outras paróquias, há algo novo a ser apresentado na paróquia e nas comunidades de Braço do Norte?
Pedro – A formação de lideranças é algo que precisa ser alavancada, não só aqui no município, é geral, é uma frente que vamos dar prioridade. Também quero dar uma atenção especial na Organização dos Conselhos Pastorais, quero aumentar a atuação dos cristãos, e também nos Ministérios Leigos que ainda precisa se acentuar muito, temos que mudar essa ideia de que o padre é o centro de tudo na Igreja, ou seja, tudo só funciona se o padre estiver, isso não é verdade, por isso, a importância da formação de lideranças, que são pessoas preparadas para tomar iniciativas e conduzir celebrações, quando o padre não estiver.

Como está sendo a participação, a aceitação e recepção das comunidades?
Pedro – O povo de Braço do Norte é muito acolhedor, me receberam com muito carinho. A participação da população nas celebrações está bem boa, tanto a Igreja, como as comunidades estão sempre cheias. Só tenho a agradecer a acolhida. Me comprometo em fazer um bom trabalho, mas uma coisa eu sempre friso, sempre que vou para uma paróquia eu vou com algo bastante claro em mente, não vou para agradar ninguém, eu tenho isso como uma missão, e eu sei que para ser fiel ao Cristo, muitas vezes você desagrada alguém. Eu tenho 21 anos de padre e nunca sai de uma paróquia pelo fato de o povo não estar gostando de alguma atitude minha, ou então eu pedi pra sai, isso nunca aconteceu, e acredito que aqui também não vá acontecer.

Celebramos nesse final de semana, uma das passagens principais da vida de Cristo, a sua ressurreição, como estão os preparativos para esse importante momento da Igreja?
Pedro – Nós começamos na Quaresma com a visita aos doentes. Depois, realizamos um trabalho com os grupos de famílias, pastorais e Movimentos, a partir do tema da Campanha da Fraternidade, que é “Fraternidade e Políticas Públicas”, com o lema “Serás libertado pelo direito e pela justiça”. Foi feito todo um trabalho de evangelização, conscientização da missão que as pessoas tem enquanto cristão e cidadãos. Esse trabalho é intensificado durante a Quaresma, mas é algo que deve continuar o ano todo. E nesta quinta-feira na parte da manhã todos padres participarão de uma missa especial com o Bispo na Catedral. A noite acontece na Matriz a cerimônia de lava pés, e depois temos o momento de adoração ao Santíssimo que vai até meia noite. Na Sexta-Feira Santa pela manhã temos a via sacra na Igreja Matriz, e depois o momento de adoração até às 14h30min. Às 15 horas é a celebração solene da Paixão, a celebração da morte de Cristo, onde recordamos a morte de Jesus e a noite a partir das 19 horas, teremos a procissão do Senhor Morto. Neste período também temos a possibilidade de as pessoas celebrarem o sacramento da confissão, quinta-feira à tarde e sexta-feira de manhã, os padres vão estar na Igreja atendendo. E no sábado, acontece a Vigília Pascal que antecede o dia da Páscoa, o Domingo da Ressurreição de Jesus. Mas é uma pena que as pessoas geralmente participam somente até na Sexta-Feira Santa, e ali param na cruz, e ficam na dor e na morte, não vão até na ressureição. Termino, pedindo que Deus abençoe a todos nós.


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