Gravatal registra caso de morte por raiva humana

Santa Catarina tem primeiro caso de morte por raiva humana em 38 anos, segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive-SC)

Um caso divulgado essa semana acendeu um alerta na região. Santa Catarina teve o primeiro caso confirmado de morte por raiva humana desde 1981. Uma mulher de 58 anos, moradora do bairro Indaial, área rural de Gravatal, morreu no último sábado, 04 de maio, vítima de raiva humana. Desde ontem, quinta-feira, 09, estão sendo imunizados animais que estão em um raio de cinco quilômetros a partir do imóvel da gravatalense.

De acordo com a Secretária de Saúde de Gravatal, Francismari Rossi Lessa, a vítima foi mordida por um gato em fevereiro desse ano. “Na casa dela existem 16 gatos, que na verdade são gatos que, às vezes, as pessoas abandonam no local e ela cuidava. Ela foi mordida em fevereiro e foi procurar o serviço de saúde já com o caso grave da doença somente em abril”, explica a secretária. “É válido lembrar que o animal faleceu dois dias após a mordida, segundo o protocolo do Ministério da Saúde qualquer pessoa que sofreu um acidente com cão ou gato, deve procurar imediatamente uma unidade de saúde”.
Segundo a secretária os animais precisam ser vacinados por prevenção. “Essa é uma doença que está controlada e não erradicada, as pessoas que têm animais em casa devem sim procurar um serviço e fazer a vacina da raiva em cães e gatos”, alerta a secretária.
Após a constatação da morte da gravatalense vítima de raiva humana, cães e gatos do município, e também de Capivari de Baixo e Pescaria Brava, em um raio de cinco quilômetros a partir da residência da vítima, estão sendo imunizados contra raiva. As equipes da Vigilância Epidemiológica estão indo até as casas das pessoas para realizar a imunização dos animais. A estimativa é que a ação ocorra pelos próximos 15 dias, passando por 15 bairros dos três municípios. Em Gravatal os bairros onde a vacinação vai ocorrer são: Ilhota Grande, Indaial, Indaial de Baixo, Indaial de Cima e Várzea das Canoas. “Não estamos num surto de raiva, estamos com um caso isolado e já fazendo um grande bloqueio na região. Pedimos para as pessoas dessas comunidades que recebam bem as equipes. Nesse raio de cinco quilômetros a intenção é não deixar nenhum animal para trás”.


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