Educação: Estrutura precária passa por reforma em Gravatal

 Estragos no telhado é resultado de vendaval registrado em outubro de 2016. Aulas continuam com obras na estrutura estadual em Termas do Gravatal

Os prejuízos causados pelo vendaval registrado no dia 16 de outubro de 2016 em Tubarão e região ainda são visíveis. Diversas escolas e estruturas públicas foram atingidas pelo fenômeno climático que devastou várias cidades. Em Gravatal, quatro escolas passam por obras de recuperação dos estragos: E.E.B. Antonio Knabben, E.E.B. Hercílio Bez, E.E.B. Fernando José e E.E.B. Geraldina Tavares. Por meio de licitação pouco mais de R$ 1 milhão do governo do Estado foram destinados para as obras no ano passado. Um aditivo de R$ 531.694,36 foi acrescido ao orçamento das obras.

Na E.E.B. Hercílio Bez, em Termas do Gravatal, os 421 alunos disputam espaço entre madeiras, concretos e telhas. A reforma do telhado que estava em situação precária iniciada em abril deste ano ainda não foi finalizada.

De acordo com a diretora Rosilene Aparecida Martins Soares, a escola ainda utiliza três salas que foram cedidas pela Igreja Católica que fica em frente à estrutura para acomodar os alunos. “O telhado estava com goteiras e teve muitos estragos com o vendaval. Com a reforma vai melhorar o conforto e a segurança. Enquanto isso temos que nos adaptar”, conta a diretora.

A previsão de conclusão da obra está marcada para o final de setembro, mas segundo a diretora, a expectativa é que se prolonguem os trabalhos.

 

Empresa apresenta proposta para o terreno

A E.E.B. Hercílio Bez está localizada em um ponto de destaque nas Termas do Gravatal. O local é almejado por muitos empreendimentos que pretendem investir no ponto turístico. Há alguns anos, a empresa Art Empreendimentos chegou a manifestar interesse no local e fez uma proposta ao governo do Estado para se instalar no espaço e em contrapartida entregariam uma unidade escolar em outra localidade. A proposta chegou a ser discutida na época, mas não evoluiu na negociação. “A ADR emitiu um parecer favorável em razão da situação precária que a escola se encontrava. Nós iríamos oferecer um colégio no mínimo o dobro maior e com infraestrutura completa e estaria enquadrada no padrão MEC, onde hoje possui poucas no Estado em uma área de 55 mil metros quadrados”, revela o empresário Rafael Teixeira Pereira.

Para a diretora, o local apresentado pela empresa seria inviável. “O terreno fica próximo a um córrego e não atenderia os alunos das Termas. Não foi falado mais sobre o assunto”, afirma. Segundo o gerente de Infraestrutura, da ADR, Eduardo Blasius, o processo está parado e a empresa afirma não ter mais interesse na proposta.

 


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