Edição 21/08/18

Compromisso com as reivindicações regionais

A escolha do eleitor por candidatos da região é importante para recuperar a representação política. Mas, além disso, é preciso levar em conta que essa escolha também seja pelos projetos que defende e comprometimento com aquilo que a região precisa. E falando nisso, quais são os pleitos regionais que precisam ser cobrados nesta eleição?

Na campanha promovida pela Facisc, e replicada pelas Associações Empresariais regionais, há uma lista do que cada uma delas defende. Na Campanha Voz Única – Do Sul pelo Sul, as prioridades elencadas são a construção da Ferrovia Litorânea, ampliação da pista e construção do terminal de cargas do Aeroporto Regional Sul, pavimentação da Serra do Corvo Branco, adequação e recuperação da SC-370 trecho Tubarão – Rio Fortuna – São Ludgero e ampliação do efetivo e investimentos em equipamentos para Polícias Civil e Militar.

A esta lista acrescentaria o trabalho incessante de atração de investimentos para a geração de empregos. A região foi estruturada nos últimos anos com a duplicação da BR-101, funcionamento do Aeroporto e investimentos no Porto de Imbituba. Mas até agora falta retorno na economia local, com novas empresas e empregos.

E para você leitor? Qual reivindicação ou compromisso você acrescentaria nesta lista para ser cobrada dos candidatos que se dizem defensores dos interesses da Amurel e Região Sul.

 

As primeiras pesquisas

As primeiras pesquisas divulgadas na sexta-feira deram uma ideia de como ficou a disputa ao governo do Estado. Após a desistência de Esperidião Amin (PP) e Paulo Bauer (PSDB), líderes nas pesquisas prévias, estávamos sem um parâmetro para avaliar o cenário. Mauro Mariani (MDB) lidera a pesquisa Mapa e Décio Lima (PT) lidera a pesquisa do Ibope. Gelson Merísio (PSD) ficou em terceiro nas duas. O fato mais curioso e que coloca qualquer comemoração de molho foi o desempenho do candidato do PCO, Ângelo Castro, desconhecido do eleitor, que obteve 4% na pesquisa Ibope, enquanto que Leonel Camasão (PSOL), que aparece nos debates ficou com zero. E antes que alguém diga que é a rejeição ao partido. Os candidatos do PSOL ao Senado obtiveram 5%. Ou seja, dá pra desconfiar de quem foi bem e de quem foi mal.

 

E a onda Bolsonaro em SC?

Outra incógnita neste cenário é saber qual será a influência do candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) no desempenho dos candidatos do partido em Santa Catarina ao longo da campanha. Diferente do quadro nacional, que tem a liderança de Lula (PT) nas pesquisas, aqui no Estado esta liderança é de Bolsonaro. Se conseguisse transferir 100% para os seus correligionários, seria fácil afirmar que o Comandante Moisés estaria no segundo turno e que Lucas Esmeraldino estaria eleito Senador. Só que não é tão simples assim. Ao mesmo tempo, esta influência não pode ser ignorada. O percentual obtido por Moisés e Lucas nas primeiras pesquisas ainda foi bem abaixo disso, mas será que pode crescer e ‘bagunçar’ a disputa?

 

Podia ser avulso?

O ex-vereador de Capivari de Baixo, Farinheira (PDT), viu sua vontade de ser candidato a deputado federal ser barrada por argumentos técnicos do partido: sem candidatas mulheres, teve que diminuir o número de candidatos homens. Será que ele poderia ter feito o registro de forma avulsa? O ex-prefeito de Balneário Arroio do Silva, Evandro Scaini, também foi barrado pelo PSD, mas fez o registro desta forma e é candidato. Se podia ser assim para Farinheira, não tenho certeza, mas o fato é que eleição não é algo para amadores.

 

Pensando em 2020

Além da disputa interna no MDB tubaronense, a indicação do suplente de vereador Samuel Silva para a ADR de Tubarão também visa às eleições de 2020. Segundo o jornalista e colunista também aqui do Diário do Sul, Arilton Barreiros, Silva é a aposta do partido para as eleições municipais de 2020.

 

Rio Tubarão

Há TRINTA e CINCO anos, NOVE meses e DOIS dia esperamos por novas obras de dragagem no Rio Tubarão.

 


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