Edição 1593 – 14 de junho

Resposta lenta

Uma verdadeira força tarefa foi montada na semana que passou, envolvendo diversos políticos do Sul do Estado, para sensibilizar o Governo do Estado da importância de realizar uma operação tapa buracos na SC-108, de Braço do Norte até o parque de exposições onde seria realizada a Feagro, na Uruguaia. Um trecho de pouco mais de cinco quilômetros. Como não se observou nenhum retorno efetivo da solicitação, na quinta-feira, antes da abertura oficial, a Prefeitura de Braço do Norte encabeçou a operação, colocando asfalto frio nos buracos da rodovia. Para espanto de todos, na sexta-feira, um caminhão com asfalto quente e propício para este trabalho chegou à rodovia, enviado pelo Estado. Já era tarde!

Fogo amigo

Depois do vereador Rafael Borgert Marcelino (PSD) sugerir à Prefeitura de Braço do Norte a realização de estudos para retirada da ciclovia e colocação de estacionamento oblíquo, pondo por terra todo o trabalho e investimento feito na obra pela atual Administração, nesta segunda-feira foi a vez do vereador Roberto Kindermann (PSD), na Câmara, reclamar da falta de uma faixa de pedestre defronte a Caixa Econômica, na Avenida Nereu Ramos. O vereador, que havia participado na quarta-feira da semana anterior da assinatura da ordem de serviço do Programa “Agora, é Avançar”, não percebeu que entre as obras anunciadas estava a recuperação da avenida citada, com a instalação de uma lombada elevada no local reclamado por ele. Falta, claramente, sintonia entre o prefeito Beto Marcelino (PSD) e seus correligionários no Legislativo.

Feagro

Ela já chegou a ser considerada a maior Feira de Gado Jersey do Brasil, com 400 animais em exposição. Nesta última edição, não reuniu nem a metade deste número. A exposição mais tradicional de Braço do Norte ganha espaço em sua área de tecnologia e materiais do que, especificamente, de animais. Cada vez mais se vê a venda de roupas, prédios, carros e serviços alheios ao objetivo principal da feira, transformando a Feagro em um grande negócio comercial. O que é positivo por um lado, por mostrar que vários segmentos acreditam no seu potencial. Fatores ainda obscuros, para quem enxerga a feira de fora, não deixam claro o porquê deste afastamento dos expositores de gado do pavilhão principal. Porém, uma coisa é certa, sem animais, não há Feagro.

Contas

Não é segredo para ninguém que a feira de 2018 ficou no prejuízo pois, apoios anunciados, não foram honrados por setores do governo. Até o momento, a organização realizou somente a prestação de contas do que recebeu e do que pagou para a Prefeitura na feira passada. O que acendeu o sinal amarelo. Se 2018 com pouco apoio governamental já teve prejuízo, este ano, sem nenhuma verba dos governos do Estado e Federal, o tombo pode ser maior. Torcemos, de verdade, que não. Acreditamos que esteja tudo sendo feito bem calçado. Mas, não dá para saber, pois não há transparência alguma neste evento. Apesar de ser feita por entidades e pessoas conhecidas e com credibilidade, os organizadores dizem apenas que todo dinheiro vindo de órgãos públicos é licitado, portanto, estão nos portais de transparência, para quem quiser saber onde foram investidos. Os demais recursos vindos de patrocinadores e todo dinheiro que entra dos estandes, estacionamentos e vendas de espaços, estão no livro caixa, a disposição de quem quiser consultar. Se a organização do evento precisa de ajuda, mostre esta dificuldade. Mas, não deixe a feira morrer.

Por que?

Infelizmente em Braço do Norte é assim! Não se sabe porque, mas no Hospital Santa Teresinha, foi preciso vir à tona, através de uma denúncia, uma situação estranha em sua administração, para que acontecesse mudanças e ela se tornasse mais transparente e a população passasse a acreditar no trabalho desenvolvido. Há poucos meses, vimos algo semelhante acontecer na Cerbranorte. Uma denúncia ao Ministério Público e a Justiça, chamou a atenção para algo diferente, ainda investigado, mas que pode trazer consequências positivas à cooperativa, como uma maior fiscalização dos atos do futuro presidente. Agora, as atenções se voltam à Feagro. Será necessária uma investigação lá também?


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