Edição 1590 – 24 de maio de 2019

Repensa
O ex-presidente da Cerbranorte, Antônio da Silva, deve ter sentido o tamanho do estrago para a sua imagem que causou a suspenção da eleição e a entrada da polícia na sede da cooperativa para levar documentos e investigar supostas irregularidades. Um mês e meio depois de deixar a presidência, repensa se vale a pena colocar o nome, ainda na disputa da Cerbranorte, marcada previamente, para 31 de agosto. Já enxerga no vice-prefeito Ronaldo Fornazza, o sucessor do Progressitas. Tudo isso se Manoel da Silva, o “Nelo” (MDB), realmente desistir da candidatura para a Distribuidora. Para a imprensa ele não diz, mas para amigos e familiares já garantiu que está fora do jogo.

MDB na moita
O MDB de Braço do Norte assiste de camarote as discussões entre o Progressitas e o PSD. Sabe que o futuro da eleição municipal do próximo ano passará pela Cerbranorte. Por isso, não faz força nenhuma para lançar candidato, se é que tem, para a Cooperativa e põe gasolina na fogueira de vaidades. Nos bastidores instiga Ronaldo a ser candidato para forçar um rompimento com o prefeito Beto Marcelino (PSD), que já manifestou sua neutralidade na próxima eleição da Cerbranorte. Beto diz que já honrou seu compromisso de lealdade com Toninho, apoiando e indicando nomes para a sua chapa. Não quer criar atrito com o PSD, que está em peso na chapa que tem o vereador Roberto Kindermann como candidato a vice. Se continuar esta história, Beto e Ronaldo entrarão em rota de colisão. Caso Ronaldo dispute e vença, Beto perde o vice e o apoio do Progressitas para sua reeleição. Se o MDB ratificar o apoio a Ronaldo, abre a possibilidade, inédita, de uma junção entre Progressitas e Emedebistas pela primeira vez na história da eleição para a Prefeitura de Braço do Norte.

Manutenção
O administrador judicial da Cerbranorte, Cristiano Orlandi, solicitou e a Justiça autorizou na segunda-feira, 13 de maio, a manutenção dos repasses para hospital e entidades. Assim, o Santa Teresinha continuará recebendo os R$ 100 mil mensais e a Fundação Hospitalar de Rio Fortuna, R$ 30 mil. Apae, Asacad e demais entidades que recebiam apoios nos últimos anos, também continuaram recebendo. A ideia é não atrapalhar o andamento de projetos sociais que vinham sendo realizados pela Cerbranorte, como anunciado com exclusividade na última edição da Folha.

Antevendo
O ex-presidente da Cerbranorte, Vânio Uliano (Progressitas), prevendo repercussões negativas envolvendo sua administração, com as declarações feitas por Toninho, que pegou a Cooperativa sucateada, diz que deixou R$ 2 milhões em caixa para seu sucessor Valdir Willemann, o “Voíco”, quando renunciou em 2009, para assumir a Prefeitura de Braço do Norte. Voíco ficou até o começo de 2011. Vânio lembra que investiu R$ 15 milhões na construção da PCH Capivari, suficiente para realizar a metade da obra. Garante que se Toninho não tivesse deixado a obra parar, com outros R$ 15 milhões teria concluído o projeto e hoje a hidrelétrica seria 100% da Cerbranorte. Faltou competência administrativa e visão, segundo Uliano. Já que a atual administração de Toninho e Nelo permutaram 50% da PCH para o Grupo Urbano encerrar a obra.

Como aqui, lá!
A exemplo do que se viu em Braço do Norte na última segunda-feira, quando a Câmara de Vereadores rejeitou a proposta apresentada pelo vereador Israel de Souza (MDB) para dar fim ao recesso no mês de julho, pela percepção do momento, não tem chances de ir adiante proposta de emenda à Constituição de Santa Catarina, do deputado Jossé Lopes (PSL), para extinguir o recesso parlamentar de julho no Legislativo estadual. Mas lá, ainda há tempo para quem é contra repensar. O eleitor vai botando tudo isso no seu caderninho.


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