Bolsonaro e Haddad disputam a presidência do Brasil

Com 46,06% dos votos, Jair Bolsonaro (PSL) vai para o segundo turno com Fernando Haddad (PT) que levou 29,23% dos votos. Próximo dia 28 definirá quem governará o país

Após uma campanha de ataques e manifestações em todo o Brasil, os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) decidirão no segundo turno quem será o presidente do Brasil pelos próximos quatro anos. Eles foram os mais votados neste domingo, 07 de outubro. Ambos disputam a presidência pela primeira vez.

Com quase todas as urnas apuradas, Bolsonaro levou 49.272.154 votos (46,04%) e Haddad alcançou os 31.322.641 (29,27%). O terceiro colocado, Ciro Gomes, do PDT, somou 13.342.176 votos (12,47%). O segundo turno está marcado para o próximo dia 28 de outubro. Esta é a oitava eleição presidencial por meio do voto direto desde a redemocratização, no fim da década de 1980. O vencedor governará o Brasil de 1º de janeiro 2019 a 31 de dezembro de 2022.

O resultado do primeiro turno quebrou a polarização entre PT e PSDB na eleição presidencial. Nas últimas seis eleições, os dois primeiros colocados foram dos dois partidos, com duas vitórias do PSDB (1994 e 1998) e quatro do PT (2002, 2006, 2010 e 2014).

A campanha eleitoral teve início em agosto com 13 candidatos à Presidência da República, o maior número de concorrentes desde 1989, quando houve 22 postulantes. A corrida ao Planalto deste ano foi marcada por dois fatos que podem ter influenciado até mesmo o desempenho de outras candidaturas: o registro de candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva foi rejeitado; o PT substituiu o ex-presidente por Fernando Haddad; Bolsonaro levou uma facada durante um ato de campanha em Juiz de Fora, em Minas Gerais, e ficou 23 dias internado.

Em Santa Catarina, Bolsonaro se elegeria em 1º turno

Em Santa Catarina, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) se elegeria em primeiro turno, caso valessem apenas os votos do Estado para a presidência. Ele somou 65,82% dos votos. Fernando Haddad (PT) fez 15,13% e ficou em segundo. Ciro Gomes (PDT) teve 6,68% enquanto João Amoêdo (Novo) somou 4,01%. Geraldo Alckmin ficou na quinta colocação com 3,89%. Álvaro Dias (Podemos) fez 1,31%, Henrique Meirelles (MDB) teve 1,30%, Marina Silva (Rede) fez 0,65%, Cabo Daciolo (Patriota) ficou com 0,57%, Guilherme Boulos (PSOL) fez 0,54%, enquanto Vera (PSTU) teve 0,04%. João Goulart Filho (PPL) fez 0,02% e Eymael (DC) foi o último colocado com 0,01%.


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