BN registra seis focos de raiva dos herbívoros

Santa Catarina tem 27 focos de raiva dos herbívoros confirmados. Na região, Braço do Norte, Gravatal e Rio Fortuna registram focos

O sinal de alerta acendeu na região. A Secretaria da Agricultura e da Pesca confirma 27 focos de raiva dos herbívoros no estado. Dentre os 11 municípios catarinenses onde estão localizados os focos, estão Braço do Norte, Gravatal e Rio Fortuna. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) reforça os trabalhos nessas regiões e pede a colaboração dos produtores rurais para que vacinem todos os bovinos e equínos para prevenir a doença.
A médica veterinária da Cidasc de Braço do Norte, Neida Lucas Bortoluzzi, explica que a raiva não tem cura. Ela lembra que apenas três casos de cura foram registrados no mundo, sendo um no Brasil, porém as três pessoas ficaram incapacitadas e tetraplégicas. “Por isso, estamos visitando as propriedades rurais e orientando os produtores sobre os riscos da doença e a importância da vacinação, que deve ser realizada anualmente em áreas endêmicas como é o caso do nosso Estado. Além disso, a vacinação é recomendada para todos os rebanhos de mamíferos, ou seja, animais que na primeira infância se alimentam de leite”, destaca a veterinária, que reforça que a raiva é uma doença fatal que acomete os mamíferos, inclusive seres humanos.

Conforme Neida, os médicos veterinários estão empenhados na ampla divulgação sobre o assunto na região. “As recomendações são vacinar o rebanho, comunicar a Cidasc na ocorrência de casos suspeitos e se localizarem cavernas/abrigos que tenham sinais semelhantes a óleo queimado não entrar no local e comunicar imediatamente a Cidasc”, alerta Neida.
Os focos de raiva estão localizados em 11 municípios catarinenses: Garopaba, Gravatal, Braço do Norte, Urussanga, Imaruí, Campos Novos, Rio Fortuna, Pedras Grandes, Biguaçu, Tijucas e Gaspar.

Sintomas

A raiva é transmitida por animais domésticos, animais de produção e animais silvestres, ataca o sistema nervoso central, causando mudança de comportamento, paralisia e em alguns casos, agressividade. O animal doente elimina o vírus da raiva pela saliva, por isso não devemos colocar a mão na boca de cavalos ou bovinos que estejam com dificuldade de locomoção e/ou salivação intensa. Usualmente, a doença é transmitida através da mordida do animal infectado, mas o simples contato entre saliva e feridas abertas, mucosas e arranhões também propaga o vírus.
Caso seus animais tenham marcas de mordedura causada pelo morcego hematófago, comunique a Cidasc, mesmo que não estejam doentes.

Morcegos

Os morcegos hematófagos são os principais hospedeiros do vírus da raiva por via aérea na América do Sul, portanto, mantenha sempre distância de morcegos mesmo que estejam imóveis e aparentemente mortos. Em caso de acidente com um desses animais procure um hospital ou posto de saúde mais próximo, relate o ocorrido e exija o tratamento adequado.
Avise ao médico veterinário da Cidasc se souber de algum local que possa abrigar morcegos hematófagos, tais como, cavernas; grutas; ocos de árvore; túneis; bueiros; passagem sob rodovias, cisternas e poços; casas e construções abandonadas.

Morcego hematófago capturado em propriedade de Braço do Norte

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