A nossa casa

Por Robson Kindermann Sombrio

Os melhores momentos da vida a gente vive dentro de casa, com a família. No entanto, estou falando daquelas pessoas que tem um endereço digno, seja seu ou alugado. Pode ser aquelas casas enormes, com pé direito alto, ou quarto-sala-cozinha. A casa é a metáfora da nossa vida, é a representação exata e fiel do nosso mundo interior. A roupa que mais veste bem e o pijama, pantufa e um bom café quente num dia de inverno. A casa onde você mora não importa se tem mil metros quadrados, ou se tem apenas sessenta metros quadrados, pouco importa a quantidade de metros, e sim a maneira como você se ocupa. Se os quartos são coloridos, ou tudo branco. Se tem objetos que foram adquiridos por afeto, ou se foi tudo escolhido pelo arquiteto.
Na sua casa existe fotos de quem você ama espalhadas, em porta retratos ou paredes nuas. Tudo pode ser revelador. Há casas bonitas por fora e feias por dentro. Há casa em que tudo está aparentemente em ordem. Mas, reina a confusão dentro de si mesmo. Há casas tão limpas, tão perfeitas que parecem revistas e não uma casa com gente morando dentro. Falta um cheiro de comida, uma música, falta um barulho que vem lá do quarto. Há casas feias por fora, só que tão lindas por dentro. Há casas tão pequenas, escuras, mas cabem toda a família e os amigos. Há casas tão grandes, mas ao mesmo tempo tão vazias. Há casas prontas para receber visitas e inadequadas para receber vidas.
Eu sei, tenho a sensação que nesse texto eu estou remexendo muito com você. Faz parte balançar, sacudir a própria vida. A casa pode parecer apenas o lugar onde a gente mora, mas não é somente isso. É onde a gente dorme, come, fica na internet e vê televisão. É o nosso espaço. É o lugar onde a gente mais se sente bem (pelo menos deveria). É o esconderijo secreto. Onde despejamos nossos vícios e nossas virtudes.
Esse texto foi um texto lúdico, para tentar descobrir o quanto há de nós em nossa casa. Qual o grau de importância que tem nossa casa. Que nota daríamos ao nosso lar? De 0 a 10? Quanto há de madeira? Quanto há de granito? Na nossa casa recebemos pessoas?
Mundo interior, esse e o mundo mais gostoso de se viver. Poucas coisas traduzem tão bem, como o nosso jeito de morar. Viver é bom, encontrar as pessoas, conversar é saudável. Compartilhar histórias é algo maravilhoso. Nem tudo é perfeito, eu sei. Mas, algumas imperfeições precisam ser percebidas. Faça o que for possível para ser feliz, dentro de casa ou na rua mesmo. A felicidade é um sentimento simples. Portanto, não deixe ir embora, por não perceber sua simplicidade.


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